Um ano e sete meses depois da morte do empresário Sérgio de Abreu, de 44 anos, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a polícia prendeu um suspeito pelo crime. A prisão ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva, na última semana de abril deste ano, em Joinville (SC) e a informação foi divulgada nesta sexta-feira (8).

O suspeito de 36 anos foi preso em uma operação conjunta da Polícia Civil do Paraná e de Santa Catarina.

Sérgio de Abreu foi morto em outubro de 2018 – Reprodução redes

Durante as investigações, os policiais civis descobriram que na noite que antecedeu o crime, Abreu teria ido até uma casa noturna encontrar o suspeito – dono do local – para que pudessem tratar de negócios.

Conforme o relato de testemunhas ouvidas no inquérito, a vítima estaria tentando comprar o empreendimento e acabou se desentendendo com o proprietário do local, que cometeu o crime na sequência.

Após os laudos periciais, foi possível verificar que a vítima foi morta com diversos golpes de faca, depois teve o corpo queimado e abandonado no local em que foi encontrado.

No decorrer das diligências, a PCPR analisou diversas câmeras de segurança que auxiliaram na confirmação da identificação do principal suspeito do homicídio. A prisão preventiva do investigado foi decretada ainda no ano de 2018 e desde então o mesmo encontrava-se foragido.

Com o auxílio de denúncias anônimas informando o suposto paradeiro do suspeito, foi possível localizar o suspeito*.

Caminhonete de Abreu em que o corpo dele foi encontrado – Foto Banda B/Arquivo

O crime

O crime aconteceu no dia 8 de outubro de 2018. O corpo de Abreu foi encontrado na caminhonete Amarok Prata dele, na Rua Frederico Maurer, quase na esquina com a rua Sonia Maria, no bairro Hauer, em Curitiba. Abreu era proprietário de uma oficina mecânica no bairro Jardim Gianini, em Almirante Tamandaré.

Segundo a perícia, o corpo tinha marcas de arma branca e disparos de arma de fogo. Havia evidências de que ele teria sido levado ao local já morto, para desova e queima.

  • Até o fechamento desta reportagem, a polícia não havia divulgado o nome do suspeito preso