
A polícia prendeu neste final de semana em Ponta Grossa, um homem suspeito de matar o dono de uma lotérica no bairro Juvevê, em Curitiba, em julho de 2016. O suspeito foi preso no bairro Cará-Cará, na casa em que vivia. De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (18), pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o suspeito confessou o crime.
O comerciante Cícero Onório dos Reis, de 48 anos, foi morto com sete facadas. Apesar de ter sido tratado inicialmente como latrocínio, segundo a polícia, o crime teria motivação passional, pois o comerciante teria tido um relacionamento com uma ex-namorada do suspeito.
“O suspeito contou que foi até o local para tirar satisfação do proprietário da lotérica em relação a um relacionamento que a vitima estaria tento com uma ex-namorada do suspeito”, disse o delegado André Feltes.
A morte da vítima foi tratada inicialmente como latrocínio com base no relato de duas testemunhas, um homem e uma mulher, que estavam na lotérica no momento em que o suspeito chegou ao local. As duas pessoas, que realizavam apostas em máquinas caça-níqueis no momento do crime, relataram que foram trancadas no banheiro.
O mandado de prisão foi expedido pela 12º Vara Criminal de Curitiba. Rodinei já possui um grande histórico criminal e responde por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, roubo agravado, furto e receptação.
O crime
O comerciante foi morto a facadas no dia 9 de julho de 2016. Um homem armado entrou no estabelecimento, na Avenida João Gualberto, e rendeu o proprietário e mais dois clientes.
Segundo informações apuradas no local, o bandido mandou as testemunhas deitarem de costas, e elas só perceberam o momento em que o dono da lotérica caiu no chão. Ninguém ouviu disparo de arma de fogo e, naquele momento, ninguém soube informar se o comerciante reagiu ou não ao suposto assalto. Ao analisar a cena, a polícia descobriu que o homem foi esfaqueado.
Um conhecido do empresário disse que conversou com ele cerca de 10 minutos antes do crime. “Eu fui até lá para entregar um empadão que tinha feito e retornei para o bar ao lado. Logo em seguida, outro amigo nosso chegou correndo dizendo ‘mataram o Cícero’. Voltei na lotérica e me deparei com ele caído, com um ferimento no pescoço. Ligamos para o Siate, que veio rápido, mas que não pôde fazer nada, porque ele já estava em óbito”, contou um amigo.