
O ex-marido da estudante de Direito Andriele Gonçalves da Silva, de 22 anos, desaparecida há dez dias, preso na manhã de hoje (19) como principal suspeito, optou em permanecer calado durante o depoimento. Diogo Coelho Costa é soldado da Polícia Militar e foi preso pelos próprios colegas do 22º BPM, onde atuava. Na Delegacia do Alto Maracanã, que comanda as investigações, o soldado afastado não colaborou com a polícia e exerceu o direito de permanecer calado, sem responder perguntas da investigação.
A prisão aconteceu no fim da manhã de hoje e a Justiça acatou ao pedido de prisão temporária diante das provas apresentadas pelo inquérito policial. Embora o depoimento oficial tenha durado cerca de duas horas e meia, Diogo optou em não sanar dúvidas questionadas pelos policiais, como a última vez que tinha visto Andriele, e ainda de quem seriam as marcas de sangue deixadas no banco traseiro do veículo.
Depois do interrogatório sem respostas, o policial foi levado para exames e outros procedimentos não confirmados pela polícia. Também, não há informação concreta sobre onde o policial deve permanecer preso, cumprindo a medida judicial. No entanto, há especulações, de que o suspeito pelo sumiço da jovem seja encaminhado ao Complexo Médico Penal, em Pinhais, também na região metropolitana de Curitiba, mais conhecido por ter atendimento diferenciado. A escolha seria em função do internamento dele no Hospital Bom Retiro, local onde estava internado desde quinta-feira (9) retrasada.
Jovem
Andriele segue desparecida desde o dia 8 de maio e as investigações apontam que o soldado é o principal suspeito pelo sumiço da jovem. Parte do inquérito relata marcas de sangue no banco traseiro do carro do policial, um Fiat Marea, apreendido pela polícia. Imagens de câmeras de segurança também foram anexadas ao caso.
A família da jovem alega que Diogo não aceitava o fim do casamento e ameaçava a jovem. A estudante, moradora de Colombo, trabalha em uma loja de roupas durante o dia e faz faculdade em Curitiba à noite. O paradeiro dela ainda é desconhecido pela polícia.
