DHPP. Foto: Banda B

 

Um policial militar foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda-feira (28), no momento em que chegava para trabalhar no 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na Cidade Industrial de Curitiba. Ele é acusado de matar um homem em maio desse ano, no bairro Parolin, também na capital.

O momento da prisão foi decidido pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná (COGER) e isto para haver a menor quantidade de riscos tanto para o preso como para a equipe que fizesse a ação, segundo a Policia Civil. “O mandado de prisão estava em sigilo para evitar que ele acabasse fugindo. Agradecemos a Corregedoria pelo auxílio neste tempo de trabalho”, disse o delegado Tito Barrichello à Banda B.

Ainda de acordo com a Polícia, o homem morto era David Mariano Roque Gonçalves, 21 anos, conhecido como um olheiro da biqueira, segundo a polícia. O depoimento de David à polícia antes de morrer revelou que esse policial militar preso frequentava o local para comprar drogas. “O suspeito estava acompanhado de um colega que foi junto até a biqueira para comprar as drogas. Ele não estava trabalhando no momento do crime”, destacou Barrichello.

No dia 31 de maio, o colega saiu por primeiro do veículo em que estava. Pouco tempo depois, o policial foi urinar e viu David, que tinha o apelido de Chapadinho, próximo a esse ponto de encontro para a venda de drogas. Logo em seguida, o policial e a vítima e iniciaram uma discussão.

Chapadinho teria dado uma rasteira e derrubado o policial militar no chão – que se revoltou, foi até o carro, buscou uma arma e atirou contra o olheiro, segundo depoimento à Polícia Civil. “Então, possivelmente já sob efeito de drogas, o policial atirou várias vezes na vítima com uma pistola .40”, completou o delegado.

Histórico

O mesmo policial ainda responde por agressão seguido de morte. Segundo inquérito, ele agrediu violentamente um jovem em uma casa noturna no São Lourenço. A motivação teria sido por ciúmes, já que esse jovem agredido teria conversado com a namorada do PM.

O jovem chegou a ir para a casa, contou aos pais sobre a briga, mas recusou ir ao hospital. No entanto, horas depois, ele morreu. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, onde a causa da morte foi apontada como agressão.

Prisão

Após depoimento de David, que chegou a ser socorrido e morreu no hospital, policiais da especializada iniciaram uma investigação e confirmaram a versão do olheiro. O pedido de prisão foi expedido pela Vara Criminal de Curitiba.

“O amigo do policial militar permaneceu no local, foi pego e torturado por um grupo de traficantes sofrendo várias lesões corporais. No fim, os traficantes decidiram que ele não deveria ser morto por conta do vínculo com a polícia. Ele já foi identificado e prestará depoimento na DHPP”, revelou o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil somente depois deste momento, será possível determinar se ele é coautor ou se a ação criminosa foi feita somente pelo policial preso.

Perfil

O policial militar preso acusado de matar David no Parolin assumiu a função por meio de um mandado de segurança. Segundo a Polícia Civil, ele tinha reprovado em exames toxicológicos.