A Polícia Militar do Paraná (PMPR) começou, no mês passado, a usar, ainda em fase de teste, cerca de 300 câmeras corporais, que ficam nas fardas dos policiais. Só que mesmo com pouco tempo de utilização problemas já começaram a ocorrer. Um policial, lotado no 13° Batalhão da PM, procurou a reportagem da Banda B.

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Foto: Divulgação PM

O PM conversou com a reportagem com a condição de ter a identidade preservada. Segundo ele, as câmeras têm apresentado problemas.

“A gente assume, pega a câmera, coloca ela, o suporte não funciona, está muito ruim. Existem policiais que estão perdendo equipamento e terão que pagar por isso, por material de má qualidade”, afirmou o PM.

Na prática, de acordo com o policial, as câmeras não tem sido úteis.

“São um retrocesso, não servem pra nada. É mais uma atribuição para o policial militar, que faz rádio patrula, que é o coração da Polícia Militar. Às vezes a gente chega e já vai no impulso, a pessoa tá com algum problema, só que a gente tem aquele bloqueio na cabeça de chegar e ligar uma câmera. É um negócio arcaico, estamos voltando para o tempo da pedra”, disse ele.

A duração das baterias das câmeras é outro problema apontado.

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A nossa equipe procurou a Polícia Militar do Estado do Paraná, que por sua vez afirmou que por enquanto não vai se pronunciar, pois o equipamento está em fase de testes para identificar os problemas relatados.

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Policial militar denuncia mau funcionamento de câmeras corporais: “Voltando para o tempo da pedra”

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