Três pessoas foram presas em flagrante na manhã deste sábado (18) tentando aplicar o golpe do ‘chupa-cabra’ em um idoso de 75 anos, em uma agência bancária no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Eles instalaram a máquina em um dos caixas eletrônicos, aguardaram a primeira vítima no estacionamento, mas um policial de folga suspeitou da ação do trio e fez a abordagem. Dois rapazes de 22 e 23 e uma moça de 25 foram presos em flagrante.

Depois de instalar o ‘chupa-cabra’ – equipamento que armazena dados, senhas ou até mesmo trava o cartão dos clientes – o trio deixou a agência ao notar que um idoso se aproximava para utilizar os serviços 24 horas. O cartão do idoso ficou travado dentro de máquina e uma das integrantes se ofereceu para ajudar.

Em entrevista à Banda B, sargento Paulo da Reserva da Polícia Militar contou que achou estranho o comportamento do tri e resolveu aguardar, já que também teria ido ao banco para utilizar um dos caixas. “Na hora que estacionei, vi a movimentação de uma garota. Ela acompanhava um senhor que estava nervoso. Acabei desconfiando. Após ela sair do banco, eu a acompanhei. Quando entrou no carro, fiz a abordagem”, pontuou.

 

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O sargento mencionou que no carro foi encontrado o cartão da vítima e o equipamento usado no crime. Após o flagrante, o trio foi levado à Central de Flagrantes e confessou o crime.

Segundo o sargento da PM, os telefones celulares dos três presos não paravam de tocar. “Provavelmente, era alguém querendo saber se deu certo o procedimento”, afirmou. Exceto a mulher, os rapazes já possuíam passagens pela polícia. Todos são do estado de São Paulo.

Golpe conhecido

Já bastante conhecido, o golpe do ‘chupa-cabra’ é uma ação que, geralmente, coloca os idosos entre as vítimas. O sargento falou sobre a dinâmica dos criminosos. “O cartão fica preso quando a pessoa vai fazer um saque ou uma operação no banco.  Os bandidos colocam um dispositivo de plástico. Neste momento, aparece uma pessoa para te ajudar. Esta pessoa te orienta a entrar em contato com um número que seria do banco, mas, é de um comparsa. A vítima é orientada a passar os dados pessoais na ligação. Em seguida, o cartão é retirado. A partir de então, os golpistas dão sequência nas operações financeiras”, finalizou.