Um policial civil foi alvo nesta terça-feira (18) de dois mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil. A investigação busca apurar se o policial recebia dinheiro para cumprir plantões da escala da delegacia no lugar de outro investigador, que supostamente utilizava o tempo livre para gerir as finanças de uma organização criminosa transnacional.

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Foto: Reprodução

Essa organização criminosa foi desarticulada em 2020 pela Polícia Federal na Operação Retis. Esse investigador, alvo da operação da PF, foi preso na época, respondendo atualmente processo administrativo disciplinar para afastamento da corporação.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 10ª Vara Criminal da capital e cumpridas na Delegacia de Polícia de Almirante Tamandaré e na residência do policial, em Curitiba.

Polícia Civil

A reportagem da Banda B entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná para um posicionamento sobre o envolvimento do policial na investigação. Leia a nota na íntegra:

“A Polícia Civil do Paraná (PCPR) é parte integrante do Gaeco e participa ativamente das investigações, inclusive com o apoio da Corregedoria durante operações, como a que resultou nesta denúncia do Ministério Público. Paralelamente a PCPR conduz Procedimento Administrativo Disciplinar que pode culminar com a demissão dos servidores.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a integridade institucional e o cumprimento rigoroso das leis. A instituição atua de forma firme e transparente para punir quaisquer desvios de conduta de seus policiais, garantindo que todos os envolvidos em atividades ilícitas sejam responsabilizados conforme a legislação vigente.”

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Policial civil é alvo de investigação sobre venda de plantões para favorecer organização criminosa transnacional

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