O policial civil Celso Domício de Lima, condenado a 18 anos e nove meses de prisão pela morte do instalador de alarmes Moisés Vasques Kokurudza, em Curitiba, durante uma abordagem no bairro Cajuru, há 25 anos, foi colocado em liberdade. Há dois dias, ele havia sido condenado em um júri popular com cumprimento imediato da pena. O Tribunal de Justiça atendeu uma liminar por parte da defesa do acusado.

(Foto: Colaboração)

 

Para aceitar o pedido da defesa, algumas medidas cautelares foram definidas: comparecimento mensal perante o juízo de primeiro grau, dando conta de sua ocupação e domicílio, até o trânsito em julgado e comparecimento a todos os atos ou diligências a que for convocado pela autoridade judicial. A decisão foi assinada pelo desembargador Miguel Kfouri Neto.

Família comemorou condenação

Policial é condenado por morte em abordagem; família comemora e advogado fala em ‘absurdo’

Logo após o julgamento na terça-feira, a família de Móises comemorou a decisão dos jurados. “Agora ele (Móises) vai descansar, porque a Justiça foi feita. Foram anos de uma espera angustiante para que isso acontecesse”, disse, no dia, Rosângela Nunes, esposa de Móises, que estava no Tribunal do Júri ao lado do filho, Jonathan Kokurudza. “Ficam as boas lembranças que tive com meu pai. Agora sei que posso virar este capítulo da minha vida e dizer que a Justiça foi feita”, falou.

“Decisão absurda”

Por sua vez, logo após o júri, o advogado Adriano Bretas, da defesa de Celso Domício, lamentou a decisão. “Foi apenas mais um capítulo de uma novela que ainda não terminou. É uma condenação absurda e injusta. Esse julgamento será refeito. Ele chegou de ambulância, muito debilitado, e saiu de camburão. Por uma questão humanitária, deve ser posto, no minimo, em regime domiciliar”, ponderou, já adiantou nas entrelinhas que pedira uma revogação do cumprimento da pena imediata.