Três policiais militares foram presos na manhã desta quarta-feira (25) suspeitos de integrar um esquema criminoso que incluía o fornecimento de fuzis a traficantes, o desvio de drogas apreendidas e o forjamento de flagrantes em Maringá, no norte do Paraná.
As prisões aconteceram durante a “Operação Armeiro”, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Além dos três mandados de prisão preventiva, os agentes cumpriram oito de busca e apreensão e oito de busca pessoal.

Os mandados foram dirigidos a três policiais militares lotados na cidade de Maringá (todos eles presos preventivamente na operação), a três pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, segundo o MP.
“As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de vários crimes envolvendo os militares, civis e pessoas jurídicas”, informou o órgão.
O Gaeco aponta que um dos militares atuava como “braço armado” da quadrilha e era responsável pelo repasse de informações sigilosas, realização de cobranças violentas, intimidações, fornecimento de armas de fogo, inclusive fuzis, e assassinatos por encomenda.
“Apurou-se ainda que os três policiais se valiam de suas funções públicas para realizar tratativas com traficantes, manipular ocorrências policiais, forjar flagrantes e desviar substâncias entorpecentes apreendidas, o que faziam de forma estruturada e reiterada”, disse o órgão.
Também foi constatado que o esquema de apropriação de drogas envolvia várias outras infrações penais, como agressões físicas contra pessoas abordadas, falsidades ideológicas, destruição de vestígios e fraudes processuais qualificadas.
As identidades dos policiais presos não foram divulgadas.
O que diz a Polícia Militar
Em nota, a Polícia Militar afirmou que acompanhou os desdobramentos da investigação e disse não compactuar com condutas semelhantes. Veja a nota na íntegra:
“Na manhã desta quarta-feira (25), a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR), em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu medidas judiciais expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual (VJME), no âmbito da Operação Armeiro, direcionada a militares estaduais que atuam no município de Maringá. As ordens de prisão preventiva foram expedidas em desfavor de três policiais militares.
A Corregedoria da PMPR iniciou as investigações e acompanhou o caso até a deflagração das medidas judiciais nesta data. Nas esferas administrativa e criminal, serão instaurados os procedimentos cabíveis para a apuração rigorosa dos fatos.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com quaisquer condutas que se desviem da lei e atuando de forma firme e colaborativa para identificar e reprimir eventuais irregularidades praticadas por seus integrantes.”