Policiais militares são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de desvio e venda ilegal de veículos apreendidos no Paraná. A apuração levou ao cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e afastamento de funções públicas.

A Operação Proditio foi deflagrada na manhã de quinta-feira (5) pelo Núcleo Regional de Umuarama do Gaeco, do Ministério Público do Paraná. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. Um mandado de prisão e quatro de busca e apreensão foram cumpridos.

Colagem de duas fotos mostra uma moto e um carro apreendido pela polícia durante operação.
Policiais militares são suspeitos de vender irregularmente um carro e uma moto – Foto: Divulgação/MP

Segundo as investigações, três policiais militares teriam apreendido irregularmente um veículo e, em seguida, retirado o carro de uma unidade policial para vendê-lo a um terceiro. Em outro episódio, um dos investigados também teria furtado uma motocicleta do pátio da corporação e comercializado o veículo de forma ilegal. Ambos os veículos foram recuperados pela Polícia Militar.

Dois policiais militares foram afastados das funções públicas, enquanto um terceiro foi preso. As ações ocorreram nos municípios de Maringá, Paiçandu, Morretes, Cianorte, Japurá, São Tomé, Indianápolis e São Manoel do Paraná.

A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente da PM, em Cianorte. As investigações seguem em andamento.

O que diz a Polícia Militar

Em nota enviada à Banda B, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que a Corregedoria prestou apoio ao Gaeco durante cumprimento das medidas judiciais contra três militares estaduais lotados na região de Cianorte, no Noroeste do Estado.

Além disso, a corporação afirmou que, no âmbito administrativo e criminal, será instaurado o devido “procedimento para apuração dos fatos, com a garantia do contraditório e da ampla defesa aos envolvidos”.

“A Polícia Militar do Paraná reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com qualquer conduta que se desvie dos preceitos legais, colaborando de maneira direta, por meio de sua Corregedoria, para identificar e reprimir condutas indevidas praticadas por seus integrantes“, complementou a PMPR em nota.