Guilherme Ambrósio foi preso em SC – Foto: Banda

A prisão de Guilherme Costa Ambrózio no dia 18 de agosto, após ter o “azar” de bater sua BMW no Contorno Leste e ter que abandonar R$ 228,7 mil no carro, rendeu mais frutos para a polícia nesta segunda-feira (4). Seguindo pistas levantadas com Ambrózio sobre o assalto a um carro-forte na BR-277, no final de julho, policiais do centro de Operações Especiais (Cope) conseguiram localizar Carlos Eduardo Fernandes, de 40 anos, suspeito de ser mais um dos integrantes da quadrilha. Sem a perna direita perdida em um confronto em 2007, o suspeito foi preso em Itapema (SC), numa casa perto do mar e com uma Mercedes de luxo na garagem.

De acordo com o delegado Rodrigo Brown, Fernandes usava uma identidade falsa e vivia tranquilo no litoral catarinense. Ele tem mais de 75 anos de prisão em várias condenações e é foragido. “A prisão do motorista da BMW acabou nos dando pistas deste outro suspeito que, segundo tudo indica, também participou do assalto ao carro-forte na BR-277. Ele usa uma prótese no lugar da perna direita e é identificado facilmente em várias ações criminosas. Estamos no caminho certo e logo vamos prender outros integrantes desta quadrilha”, afirmou o delegado.

Comparsa da vítima da churrascaria

O delegado informou ainda que Fernandes foi preso em 2007 na Operação Mercúrio junto com Paulo Matos, morto no domingo no bairro Água Verde, quando saía de uma churrascaria. Ele morreu ao lado da esposa e a cunhada ficou ferida com os tiros. “Este suspeito foi preso com este Paulo Matos na Operação Mercúrio. Os dois participavam de uma quadrilha de assalto a banco no Paraná”.

Material apreendido pela polícia com o suspeito

Primeira prisão

A primeira prisão foi de Guilherme Costa Ambrózio, no dia 18 de agosto. Ele é investigado por ser um dos maiores assaltantes de carros-fortes do Sul do Brasil e estava foragido desde agosto de 2016.

Ambrózio provocou um acidente no Contorno Norte e tentou fugir, sem prestar socorro. Quando foi preso, logo em seguida, não soube dizer de onde eram os R$ 228,7 mil que levava no carro. O motorista ainda apresentou um documento de identificação falso. “O Guilherme estava foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e morando em Curitiba. Chegamos até um apartamento no bairro Capão Raso, onde ainda encontramos uma pistola Glock 9 milímetros e muita munição”, relatou.

Assalto ao carro-forte

O assalto contra o carro-forte na BR-277 aconteceu no dia 28 de julho, na pista sentido litoral. Houve troca de tiros entre policiais da Rone e assaltantes e pelo menos duas pessoas foram baleadas, sendo um vigilante e um caminhoneiro que passava pelo local. Todo o dinheiro do carro foi levado.

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