Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) recolheu mais de 60 cães de uma rede de pet shops que estava sendo investigada por maus-tratos, estelionato e falsificação de documentos privados. A equipe investigava a empresa há três meses e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão.

Fotos: PCPR

 

Segundo o delegado Matheus Laiola, da Polícia Civil, a denúncia foi feita por um ex-funcionário do pet shop. Chegando no local, eles encontraram os animais em condições insalubres. “Eles enganavam o consumidor dizendo que os animais vinham de São José dos Pinhais, mas nem todos vinham de lá. Os animais estavam em condições insalubres no local e passavam dias sem alimentação adequada. Inclusive, alguns estavam doentes”, explicou.

A operação está sendo realizada em Curitiba e em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Na Capital, os policiais civis fazem buscas nos bairros Batel, Hauer, Portão, Boqueirão, Pinheirinho, Centro e Campo Comprido, sendo que dois dos locais são em shoppings da Capital. Já na RMC, as buscas acontecem no bairro Faxina e no Centro de São José dos Pinhais.

Os suspeitos não serão presos, mas podem responder pela relação de consumo irregular e maus tratos. A PCPR também encaminhará a situação para a Prefeitura de Curitiba, para que ela tenha conhecimento da situação possa tomar as medidas cabíveis.

Pedigree

A empresa atuava na venda de filhotes de cães de raça, tem canil e clínica veterinária. Segundo a PCPR, o grupo se utilizava da estrutura e da fama consolidada para ludibriar clientes, que adquiriram animais a alto custo acreditando em sua procedência, mas na verdade recebiam animais com problemas. Na maioria das vezes com doenças e com emissão de “pedigree” falso.

A PCPR recebeu ligações de pessoas que compraram os cães por valores referentes a determinada raça, mas depois percebiam que o animal era de outra raça. “Algumas pessoas já ligaram na delegacia se dizendo vítimas. O objetivo dessa empresa era conseguir uma vantagem financeira. Temos elementos que mostram que os animais vinham de outros lugares e não desse canil modelo que eles diziam”, esclareceu Laiola.

Ainda segundo o delegado, uma empresa exclusiva emitia os pedigrees e que a rede de pet shops solicitava. “Pelo que apuramos, seria uma conduta irregular por parte dessa empresa que emite os pedigrees. Mas ainda não localizamos a empresa e estamos colhendo mais informações”, declarou.

Os animais serão encaminhados para uma instituição, que ainda não foi definida, e passarão por procedimentos de triagem. Depois, serão colocados para doação.