(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

 

Três meses após a ação de uma facção criminosa que explodiu o muro da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na região metropolitana de Curitiba, e resultou na fuga de perigosos detentos, uma operação policial prendeu 18 pessoas suspeitas de participar do planejamento e execução do plano. Outras cinco foram detidas em flagrante e 13 estão foragidas.

A operação Raptus foi deflagrada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio do Tático Integrado Grupo de Repressão Especial (Tigre), da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e da Polícia Militar. Os mandados foram cumpridos no Paraná e na região litorânea de São Paulo. As forças de segurança do Estado ainda estão nas ruas tentando capturar os foragidos.

Logo após a explosão do muro, no dia 11 de setembro, uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Militar, Departamento Penitenciário e Departamento de Inteligência do Estado do Paraná foi criada para juntar as peças do quebra-cabeça.

A operação identificou as pessoas envolvidas diretamente no planejamento e na execução do arrebatamento. Durante a investigação, os policiais apreenderam 17 veículos utilizados no plano de fuga, 14 bananas de dinamite, mais de 40 quilos de cocaína, mais de 10 quilos de crack, R$ 57 mil em dinheiro, dois fuzis, três pistolas, carregadores, munição, coletes balísticos, balaclavas, celulares, computadores e diversas anotações da facção criminosa, além de computadores.

Os presos responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação ao trafico, crime de explosão, arrebatamento de pessoas presas, porte ilegal de arma.

Fuga

Na madrugada do dia 11 de setembro, criminosos explodiram o muro da PEP e 29 presos de uma facção criminosa conseguiram fugir. Destes, 19 permanecem foragidos, nove foram recapturados pelas forças de segurança e um foi morto.