Da Redação com Polícia Civil
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) prenderam, na manhã desta quarta-feira (12), oito pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha violenta de assaltantes. Os criminosos, que eram investigados há seis meses, teriam se envolvido em diversos roubos a residências e carga de caminhões, além de tráfico de drogas e outros delitos.A organização criminosa atuava nas estradas que cortam o estado do Paraná roubando os mais variados carregamentos – de remédios até alimentos. Estas cargas eram depois revendidas, rendendo grandes lucros para a quadrilha. Ao longo das investigações, foram identificadas notas fiscais de cargas de medicamentos, inclusive para o tratamento de câncer, levados pela quadrilha.

Quatro pessoas já haviam sido presas em flagrante pelas equipes da DFR em maio de 2017, quando estavam prestes a realizar um roubo à residência no município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

“Hoje finalizamos uma investigação extremamente minuciosa e técnica, que durou aproximadamente seis meses. Durante este período, 34 pessoas foram presas, sendo que agora há apenas cinco foragidos. Este grupo criminoso realizava atividades delituosas múltiplas, mas sempre se concentrando em crimes patrimoniais”, afirmou o delegado titular da DFR, Matheus Laiola.

Todos os investigados possuem registros criminais por roubos agravados e porte ilegal de arma de fogo. Os suspeitos responderão pelos delitos de associação criminosa, roubos agravados e receptação. Se condenados, podem pegar de nove a 21 anos de reclusão.

Logística

A quadrilha apresentava um alto grau de organização. A logística envolvida para que um roubo de carga ocorra é complexa, porque demanda uma grande quantidade de agentes especializados e equipamentos restritos, como, por exemplo, o Jammer (bloqueador), além de armas de fogo.

Cada indivíduo pertencente ao bando é responsável por uma função específica, que vai desde a abordagem armada ao caminhoneiro, passando pelo desligamento de sistemas de rastreamento. O motorista então é rendido pela quadrilha e mantido em cárcere privado até que a carga roubada chegue ao seu destino, visando a não realização de Boletim de Ocorrência e do alerta de roubo do veículo. Enquanto isso, a carga é levada até um esconderijo ou a um receptador predeterminado.

A polícia teve dificuldade de mapear a atuação desta quadrilha porque algumas cargas roubadas estavam apenas de passagem pelo estado do Paraná, com origens e destinos diversos, sendo que as vítimas destes crimes registravam as ocorrências em seus estados, ou onde a empresa proprietária das cargas tenha sua sede ou filial.

Os presos responderão, entre outros crimes, por associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, cárcere privado e roubo.
 
Vídeo

Assista abaixo ao vídeo divulgado pela Polícia Civil que mostra as prisões dos suspeitos: