Um funcionário de uma empresa de telefonia, de 39 anos, foi preso na tarde desta terça-feira (5) na Cidade Industrial de Curitiba, suspeito de estelionato. Segundo a Polícia Civil, ele conseguia dados de clientes enquanto trabalhava e, posteriormente, realizava compras no nome dessas pessoas.

O homem chegou a anunciar ofertas de emprego para a empresa de telefonia onde trabalhava. (Foto: Reprodução)

O delegado Emmanoel David, da Delegacia de Estelionato, afirmou que o caso veio à tona depois que uma empresa de Curitiba estranhou as compras feitas pelo suspeito e procurou a polícia. “Eles entregaram três colchões para a mesma casa e era sempre a mesma pessoa que recebia o produto. O detalhe, no entanto, é que cada compra foi realizada por alguém diferente, dois homens e uma mulher. Nós iniciamos as investigações e descobrimos que o rapaz agia de forma fraudulenta. O prejuízo causado por ele nessa loja foi de R$ 16 mil”, contou em entrevista à Banda B.

De acordo com o delegado, o funcionário tinha acesso a dados como CPF, RG e fotos dos clientes da empresa de telefonia. Em alguns casos, ele procurava lojas online e pedia para que elas aprovassem crediários para essas pessoas. “Os estabelecimentos emitiam boletos no nome das vítimas e entregavam os produtos sempre na casa do suspeito, o que chamou a atenção da polícia”, completou David.

Em outras situações, o homem chegou a anunciar ofertas de emprego para a empresa de telefonia onde trabalhava. As pessoas mandavam currículos para ele, junto com os seus documentos, que ele usava para aplicar os golpes. Segundo o delegado, o suspeito já possui passagens pela polícia, pelos crimes de furto, ameaça, roubo, estelionato e violação de domicílio.

As vítimas

David esclareceu que muitas pessoas que tiveram os nomes usados pelo golpista sequer sabem que tiveram os dados acessados. “Nós estamos chamando todos que foram lesados e acreditamos que novas empresas, alvos do suspeito, vão aparecer na delegacia. É importantes dizer também que, se houver prejuízo, a telefônica também será responsabilizada”, finalizou.

O homem, que é natural de Goioerê, foi encaminhado à Delegacia de Estelionato de Curitiba, onde permanece à disposição da Justiça. Se condenado, pode pegar até 15 anos de prisão.