Por Marina Sequinel e Juliano Cunha

Nas imagens: Marcelo Luiz Padilha, Cássio Marcelo Leal Júnior, e o procurado Thiago Lhiar Daniel. (Fotos: Juliano Cunha – Banda B)

Três pessoas foram presas na última semana acusados de participar de um incêndio criminoso na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O crime, que aconteceu no dia 16 de fevereiro, deixou uma adolescente de 12 anos morta e outra de 17 gravemente ferida. A ação teria sido passional, motivada por vingança e ciúme.

Policiais da Delegacia de Homicídios (DH) da capital capturaram os envolvidos Cássio Marcelo Leal Júnior, de 21 anos, o “Sarney”, Elaine Lhiar Goes, 39 anos, e Marcelo Luiz Padilha, de 36. Outros dois adolescentes suspeitos de ajudar os criminosos também foram identificados e apreendidos.

De acordo com a delegada Maritza Haisi, as investigações apontaram que o trio invadiu o imóvel pelo forro. “Sarney” foi até o quarto e entrou em luta corporal com Padilha, namorado da mãe de uma das vítimas. No meio da briga, ela foi atingida por um golpe no rosto, mas conseguiu deixar a casa sem ser atingida pelo fogo. Padilha acabou na prisão por ser foragido da Colônia Penal Agrícola (CPA), por furto.

Enquanto os dois homens brigavam no quarto, os dois menores, ambos de 16 anos, ficaram na sala. “Com um galão de gasolina, eles atearam fogo no colchão aonde as jovens estavam deitadas. O motivo de tudo seria o ciúme das moças, que estavam saindo com rapazes de um grupo rival”, explicou a delegada à Banda B. Na ocasião, um quarto indivíduo, Thiago Lhiar Daniel, de 18 anos, estava no porão da casa. Ele continua foragido.

Durante as diligências, Eliana também foi preso, mãe de Daniel. Ela era foragida da Justiça e foi condenada por um homicídio ocorrido em 2000, no qual a vítima teria sido o próprio marido.

O incêndio

O grave incêndio aconteceu na madrugada do último dia 16, na rua Ester da Silva Florenzano. Michelle Santana, de 12 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias após a ocorrência. A adolescente de 17 continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico.

Até o presente momento, Jheniffer permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico. Michelle não resistiu aos ferimentos e morreu no último dia 20 de fevereiro.

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