Soldado está preso desde sábado e estudante permanece desaparecida. Foto: Reprodução/Facebook

 

As imagens de câmeras de segurança que mostram o soldado da Polícia Militar Diogo Coelho Costa saindo do apartamento do casal, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, junto com a universitária de 22 anos foram divulgadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (21), dois dias após a prisão do policial. Conforme já divulgado pela Banda B, as imagens registraram o momento em que o soldado chega ao apartamento sozinho, às 11h56, e sai junto com Andriele Gonçalves da Silva, que permanece desaparecida.

 

 

Preso na manhã de sábado como principal suspeito pelo sumiço da jovem, o soldado optou em permanecer calado durante o depoimento. Na Delegacia do Alto Maracanã, que comanda as investigações, o soldado afastado não colaborou com a polícia e exerceu o direito de permanecer calado, sem responder perguntas da investigação.

Além das câmeras, as investigações apontam que há marcas de sangue no banco traseiro do carro do policial, um Fiat Marea, apreendido pela polícia. O uso do produto químico chamado luminol é capaz de fazer aparecer traços de sangue até então invisíveis a olho nu. Outro ponto destacado na investigação é o corte de parte do estofado do banco de trás do carro – um quadrado do tecido foi cortado e retirado do banco.

Para o delegado Reinaldo Zequinão, da Delegacia do Alto Maracanã, há provas suficientes para que a prisão fosse expedida. “Temos imagens dele entrando no apartamento, o que gerou estranheza pelo horário porque ele já não morava mais no local, entre outros elementos, como sangue no carro, manchas. A prisão é para que ele não atrapalhe as investigações”, disse à Banda B.

Em depoimentos, a polícia acredita que o soldado agiu de maneira premeditada. “Ele procurou algumas amigas e disse que Andriele tinha visto um filme em que mostra uma atriz saindo pelo mundo, deixando tudo pra trás. Isso antes do crime, como se estivesse tentando justificar uma ausência repentina dela”, falou Zequinão à Banda B.

Ainda segundo a polícia, a probabilidade é que Andriele esteja morta. “Não está descartada nenhuma hipótese. Mas, como a gente trabalha com raciocínio de dedução, é difícil que ela esteja viva”, finalizou o delegado. O soldado pode responder por feminicídio, ocultação de cadáver e furto de celular.

 

 

 

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Polícia divulga imagens de soldado saindo com jovem de apartamento antes do sumiço

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