Polícia descobre quem matou venezuelano na Grande Curitiba; vídeo mostra confusão

William foi morto com uma facada no peito na manhã de 1º de janeiro

Francielly Azevedo

A Polícia Civil já sabe quem matou o venezuelano William Antonio Marin Rodríguez, de 50 anos. Ele foi morto no dia 1º de janeiro, com uma facada na região do tórax, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Em uma entrevista à RICtv, exibida nesta terça-feira (14), a delegada responsável pelas investigações deu detalhes sobre o caso.

william venezuelano morto fazenda rio grande (Foto: Acervo Pessoal)
William foi morto com uma facada no dia 1º de janeiro

William foi encontrado morto na rua Rio Iguaçu. Inicialmente, a polícia tratava o crime como um possível latrocínio, só que nada foi levado. Os pertences, incluindo o celular, foram encontrados com a vítima, e isso fez a linha de investigação mudar.

Imagens de câmera de segurança (assista abaixo) mostram ele e outros dois homens em uma confusão. O venezuelano é o que aparece de calça branca no vídeo. Ele teria sido assassinado minutos depois.

Somente um dos homens que aparece nas imagens é apontado como autor do crime. Um rapaz de 33 anos e sem antecedentes criminais. Por isso, ele responde em liberdade.

O venezuelano, horas antes, teria ido até a residência da mãe do autor do assassinato supostamente em busca de drogas. A idosa teria informado que ali não seria uma biqueira. William então teria agredido a mulher.

Ainda, conforme a polícia, a idosa contou para o filho o que teria acontecido e o rapaz foi tirar satisfação com William. Segundo a delegada Janaina Garcia, aquela foi a primeira vez que o destino do assassino cruzou com o que de William.

“A motivação teria sido que a vítima teria ido até a residência da mãe do suposto autor dos fatos na intenção de buscar drogas, mas com a negativa da senhora, ele supostamente teria a derrubado e fugido do local. Um dos filhos da idosa teria sido acionado e, já com as características da vítima (William), encontrou ele no trajeto”, detalhou.

Família não acredita

O venezuelano morava há cinco anos no Brasil e trabalhava como pedreiro. Para a família, a versão de que William, em busca de drogas, teria agredido uma idosa não convence.

“Eu não acredito que ele entrou em uma casa e agrediu uma senhora. Ele respeitava muito as senhoras. Eu não tinha conhecimento que ele utilizava drogas. Isso eu também não acredito”, disse uma familiar para a RICtv.

A família ainda não conseguiu se despedir do corpo de William. Falta uma decisão judicial para que ele seja cremado e as cinzas possam ser levadas para a Venezuela.

“Ele era muito, muito feliz. Ele gostava de música, de dançar, de reunir com a família. Ele ligava todos os dias para falar ‘te amo’. Ele era muito carinhoso. Eu não sei o que eu estou sentindo, porque a família dele não vai ver ele de novo. Nunca mais. Só em foto”, lamentou a familiar.

Assista à reportagem exibida pelo programa Balanço Geral da RICtv:

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