A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (23) que a morte da jovem Ketlyn Pasztetnik, de 27 anos, durante uma festa em uma chácara de Piraquara, foi causada por afogamento. No entanto, o inquérito ainda não chegou a uma conclusão sobre eventuais responsabilidades.
Segundo afirmou o delegado Thiago Andrade à RICtv, o laudo de necropsia atestou de forma clara que Ketlyn morreu afogada. A investigação, no entanto, segue sem uma definição em relação a possíveis culpados pela morte.

“A polícia, até agora, não chegou a uma conclusão no que diz respeito se alguém teve uma culpabilidade em relação à morte. Porém, por conta desses depoimentos divergentes, ou seja, alguns falam que houve uma brincadeira e outros dizem que não houve, ainda não conseguimos cravar uma responsabilidade pra alguém”, disse o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de sete pessoas já foram ouvidas — entre elas, o responsável pela festa e o dono da chácara na qual ocorreu o evento.
“Segundo alguns relatos, a jovem estaria consumindo bebida alcóolica no local. A equipe também recebeu o laudo técnico produzido pela Polícia Científica, que atestou morte por afogamento. A equipe policial segue em diligências para concluir o inquérito policial”, informou a Polícia Civil à Banda B.

Andrade explicou que imagens de uma câmera instalada no local foram analisadas, mas, por funcionar apenas por sensor de movimento e registrar somente fotos, o material não apresentou elementos conclusivos.
“A câmera que tinha lá só gravava sensor de movimento. Quando havia o movimento, ela fazia o registro fotográfico. Essas fotos a polícia tem, mas elas não comprovam nada absolutamente”, disse.
O pai da jovem, Tadeu Tasztetnik, afirma que ainda não conseguiu respostas da polícia. “Eu quero saber por que ninguém dá explicação. Eu já tentei contato com a Delegacia de Piraquara e não consigo. Entrei com a Corregedoria Geral da Polícia Civil e me orientaram a procurar a Corregedoria Regional Metropolitana, mas até o momento ninguém deu explicação”, lamentou.

Pedro Ribeiro dos Santos, companheiro de Ketlyn, questiona a ausência de testemunhas. “Impossível a gente estar em uma piscina com 10 ou 20 pessoas e ninguém ver uma pessoa se debatendo ou passando mal dentro. Ela não era uma menina de brincar com água até por causa do tamanho dela. Ela não era muito alta. Sempre que a gente saía e ia pra praia ou algo do tipo, ela era aquela menina que entrava na água nas costas ou só molhava os pés e voltava”, disse.