Policiais da Delegacia de Estelionato (DE) prenderam na última terça-feira, José Carlos da Silva, 37 anos, no Bairro Costeira, em São José dos Pinhais,  na Região Metropolitana de Curitiba, pelos crimes de estelionato e uso de documento falso.

Segundo a investigação, o homem criou uma pessoa jurídica para obter crédito junto a fornecedores de alimentos com o objetivo de fraudar essas empresas e revender essa mercadoria abaixo do preço do mercado.

Suspeito foi preso e vai responder por estelionato e uso de documento falso – Foto: PC/PR

“Esse tipo de fraude mercantil é chamada de “B2B- Business to business” ou vulgarmente chamada de “Golpe da arara” onde é causado um grande prejuízo financeiro para as empresas lesadas, que acabam alienando mercadorias com um alto valor agregado”, explica o delegado-titular da DE, Leonardo Carneiro.

Ainda segundo o delegado, nesse tipo de crime as pessoas jurídicas são criadas especialmente para dar golpes em seus fornecedores. “O uso de laranjas, como no caso em questão, é bem comum, os estelionatários se utilizam de pessoas humildes que cedem seus documentos contra pagamento de quantias modestas, essas pessoas passam a integrar o quadro social e, no caso de empresas adquiridas, favorecem a alteração da razão social e do ramo de atividade da empresa”, esclarece.

Doméstica

Para aplicar os golpes, Silva colocou a empresa fraudulenta no nome de uma mulher, que atua como empregada doméstica. Outro ponto importante levantado pela polícia é que o faturamento da empresa, segundo balanço contábil seria de 3 milhões de reais anuais, no entanto, a “proprietária” da empresa recebia apenas 700 reais por mês pelo faturamento da empresa.

Além do golpe no ramo alimentício, ele também comprou diversos celulares de alto padrão e locou uma máquina agrícola com o intuito de alugar para agricultores por um valor diferente do que normalmente seria praticado por esse tipo de locação.

O indivíduo segue preso na carceragem da DE e irá responder por Estelionato e Uso de documento falso. Estima-se que o valor da vantagem auferida pelo indiciado poderia superar R$ 1 milhão, no prazo de um ano.

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Estelionatário usa nome de doméstica para aplicar golpe da “arara” em empresas de alimentos

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