Três policiais militares investigados por suspeita de tortura em Curitiba viraram réus após a Justiça receber uma denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A decisão foi tomada pela Vara da Auditoria da Justiça Militar da capital, que também determinou que os policiais permaneçam afastados das funções na corporação enquanto o processo tramita.

Foto mostra farda da PMs do Paraná em alusão ao caso dos policiais acusados de tortura em Curitiba que viraram réus na Justiça
PMS investigados em Curitiba foram afastados das funções e estão proibidos de usar fardas e armas. Foto meramente ilustrativa: Gabriel Rosa/AEN

Segundo o MPPR, os militares são investigados no âmbito da Operação Tântalo, que apura possíveis episódios reiterados e sistemáticos de tortura envolvendo policiais ligados à 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar, na região do Centro Histórico de Curitiba.

Além de manter o afastamento de um dos policiais, já imposto anteriormente, a Justiça determinou o afastamento de outros dois réus das atividades operacionais.

A decisão também proibiu os policiais de usarem farda e armas da corporação – inclusive armas particulares – e suspendeu logins e senhas de acesso aos sistemas de investigação policial.

PMs acusados de tortura em Curitiba

A Operação Tântalo foi deflagrada em 10 de dezembro de 2025 pelo Gaeco. De acordo com as investigações, as informações apuradas teriam culminado em um caso de tortura praticado contra uma pessoa em março de 2025, no Centro Histórico da capital.

O processo segue em andamento na Justiça Militar. Procurada pela Banda B, a corporação informou que o caso está sendo acompanhado pela Corregedoria do órgão.

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.