Bombas e tiros em Ponta Grossa! PM simula invasão de criminosos em treinamento contra “novo cangaço”

Policiais figurantes simularam ações feitas por criminosos durante ataque em Guarapuava, em 2022

Redação

Barulhos de tiros e bombas tomaram conta da cidade de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na madrugada desta sexta-feira (30). Apesar de parecer criminosa, a ação fazia parte de um treinamento simulado da Polícia Militar (PM) para aprimorar o trabalho de policiais no combate a grupos criminosos conhecidos como “novo cangaço”, que têm invadido cidades para praticar grandes assaltos.

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Foto: Divulgação PM

O exercício simulado foi coordenado pelo Comando de Missões Especiais (CME) e contou com cerca de 40 policiais figurantes fazendo o papel de bandidos. O objetivo foi aprimorar técnicas e táticas de combate à crimes violentos.

Por volta de uma da manhã, os policiais figurantes explodiram bombas, dispararam tiros de festim e queimaram pneus em frente ao 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa. Depois, se deslocaram para uma empresa de valores. A ação ocorreu, simultaneamente, em vários pontos da cidade.

Toda a conduta dos supostos bandidos foi semelhante ao ataque do “novo cangaço” a uma empresa de valores em Guarapuava, em abril de 2022. Naquela ocasião, o cabo Ricieri Chagas morreu.

“Nesse treinamento foi trabalhada a produção de um plano de defesa, que é justamente para combater os crimes violentos e domínio de cidades, que já aconteceram no Paraná. Inclusive, nós perdemos policiais nessa situações. Então, o nosso foco aqui é passar esse protocolo para todas as nossas unidades operacionais, para que, quando isso acontecer, elas tenham condições de atender da melhor forma possível preservando a vida de nossos policiais e das pessoas que estão em volta”, explicou o tenente-coronel Marco, coordenador da operação.

Até o fim do ano, outras cidades devem receber o exercício simulado.

“É demonstrar para a população que a Polícia Militar do Paraná está preparada para qualquer situação referente a crimes contra o patrimônio”, destacou o comandante-geral da PM, Coronel Jefferson Silva.

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