Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

novo-mundoConfusão deixou uma mulher morta e dois feridos (Foto: Colaboração)

“Foram para evitar uma tragédia e, ironicamente e lamentavelmente, causaram uma”. Foi dessa forma que o tenente-coronel Assunção, da Polícia Militar (PM), resumiu o caso que aconteceu na noite deste domingo (8) em frente a um bar de pagode na Av. Brasília, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. Segundo o tenente-coronel, não há dúvidas que o tiro acidental, disparado por uma espingarda calibre 12 de um policial militar, matou uma mulher e feriu outras duas pessoas.

Durante entrevista coletiva, Assunção explicou o motivo de uma viatura do 23° Batalhão, responsável pela Cidade Industrial de Curitiba (CIC), atender uma situação no Novo Mundo, área de responsabilidade do 13°º Batalhão.

sandraSandra morreu aos 42 anos (Foto: Reprodução)

“Essa viatura da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) voltava da Delegacia do Adolescente e estava perto quando veio o chamado via 190. Prontamente, eles desviaram a rota e foram até lá para evitar uma tragédia, que ironicamente acabou acontecendo”, descreveu.

Segundo o tenente, esta possibilidade de intervenção em outro bairro é permitida. “Em situações de risco, os policiais têm sim a possibilidade de atender uma ocorrência assim. Infelizmente, na hora em que o policial responsável pela segurança manejava a arma houve o disparo acidental”, contou.

Policial na confusão

Testemunhas apontaram que a confusão dentro do bar aconteceu por culpa de um suposto policial militar, que estaria bêbado dentro da casa noturna. Questionado, o tenente-coronel não confirmou essa hipótese. “Não tenho essa informação, mas isso poderia modificar a nossa visão dessa situação no decorrer do inquérito policial”, relatou.

Policial bem treinado

Com relação ao policial que manejava a arma que disparou, o oficial garantiu que ele era bem treinado. “É um policial novo na corporação, mas muito bem treinado. Teve treinamento específico com essa arma e está em dia com o treinamento. Foi uma fatalidade que ele não conseguiu explicar”, afirmou.

De acordo com Assunção, o policial responderá, a princípio em liberdade, a um inquérito policial militar (IPM). “A Corregedoria da PM comparece em todos os eventos com morte, o que é um padrão. Como comandante da área estive no local e, ao verificar as circunstâncias do fato, foi substituído o flagrante pelo IPM. Foi uma fatalidade, um crime culposo, sem a intenção de matar. Chamamos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público (MP) para acompanhar as investigações”, detalhou.

Por fim, o tenente-coronel, embora sabendo que a hipótese seja pouco provável, não descartou um problema na arma. “Por ser um material extremamente perigoso, as armas são produzidas com rigor e segurança. Vamos periciar e buscar esclarecer o que aconteceu. É algo difícil de acontecer esse tipo de falha, porém não podemos descartar”, concluiu.

Vítimas

A vítima fatal do disparo acidental foi identificada como Sandra Mara Rangel, de 42 anos.  Além dela, outra mulher e um jovem também foram feridos e encaminhados a hospitais.

Saiba todos os detalhes da confusão na notícia relacionada abaixo:

Arma de policial dispara durante confusão em bar; mulher morreu na hora e outros dois ficaram feridos