Redação com G1/PR

A Polícia Militar (PM) admitiu nesta segunda-feira (24), por meio de uma nota divulgada no site G1/PR, que o caseiro Edenilson Rodrigues, que desapareceu há nove meses em Piraquara , na Região Metropolitana de Curitiba , pode ser sido morto por policiais militares. Devido aos indícios de assassinato, o caso deixou de ser investigado em um inquérito policial militar, e a investigação passou para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Edenilson foi visto pela última vez no dia 21 de maio de 2013, na chácara onde morava com a esposa e os filhos. Os parentes alegam que o rapaz foi retirado de casa à força por agentes da Rondas Ostensivas de Natureza Especiais (Rone), da Polícia Militar (PM). O caso de Edenilson lembra o do pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 47 anos, que está desaparecido desde o dia 14 de julho no Rio de Janeiro. A suspeita é que policiais militares estejam envolvidos no sumiço dele.

Segundo a mãe de Edenilson, Marineusa Rodrigues, duas viaturas com cerca de oito policiais no total chegaram à casa onde ele morava por volta das 22h30 da noite do dia 21, a partir de uma suposta denúncia de que haveria drogas no local. Os policiais teriam agredido Edenilson e permanecido no local por quase duas horas, levando o homem embora pouco depois da meia-noite, segundo a versão de Marineusa. O caseiro teria sido levado para a delegacia do município, mas nunca mais apareceu.

A mãe já prestou depoimento na delegacia, na Corregedoria da Polícia Militar e no Gaeco. Ela também tirou sangue, que foi enviado para perícia, para comparar com o sangue encontrado no carro policial usado na noite do desaparecimento de Edenilson. “Se cometeram esse crime, onde jogaram o corpo, o que fizeram com o rapaz. Eles que paguem por isso”, diz Marineuza.