A farmacêutica Daniele Stuart, dona de uma clínica em Curitiba, entrou na mira da polícia por ministrar o curso online feito pela influencer Natalia Becker – investigada pela morte do empresário do Henrique Silva Chagas, de 27 anos, após aplicação de peeling de fenol. O delegado responsável pelo caso pediu que a Polícia Civil do Paraná apure se a curitibana cometeu exercício ilegal da medicina ao ensinar a técnica.

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Daniele é farmacêutica e ministra vários cursos pela internet (Reprodução Instagram)

O delegado da Polícia Civil de São Paulo, Eduardo Luis Ferreira, disse para a imprensa que o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que somente médicos dermatologistas pode realizar esse tipo de peeling, por ser considerado um procedimento invasivo.

A clínica de Daniele fica no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Na internet, a farmacêutica ministra vários cursos, incluindo o que ensina a aplicar o peeling de fenol. Desde que o caso ganhou repercussão, as aulas foram removidas da plataforma online.

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Daniele Stuart, afirmou que a cliente tem autorização legal para ministrar o curso, sendo habilitada para ensinar. Ele também avaliou como irresponsável e precipitada a tentativa de relacionar a profissional com o acontecido.

“Tentar envolver a doutora Daniele no caso e relacioná-la a morte da vítima é de todo injusto, irresponsável e precipitado. Doutora Daniele é uma profissional respeitada, especialista na área e gabaritada, que forneceu um curso de acesso livre conceitual que já foi acessado por mais de 3 mil alunos sem haver qualquer reclamação. Acontece que a doutora Daniele não tem controle de quem acessa esse curso online”, disse à Banda B.

O caso

Henrique Silva Chagas morreu no último dia 3 de junho, em São Paulo, logo depois de ser submetido ao tratamento com peeling de fenol. Apesar de se apresentar como esteticista, a responsável pelo procedimento, Natalia Becker, não tem registro na Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (Anesco) para atuar na área.

Jeffrey Chiquini destacou que a farmacêutica Daniele Stuart não tinha contato com Natália, já que milhares de pessoas têm acesso ao curso online.

“Afirmamos que em momento algum a doutora Daniele teve contato com essa pessoa que é acusada de autoria de homicídio. A doutora Daniele em momento algum ensinou essa senhora a realizar procedimentos invasivos, não a instruiu a agir como fez. Inclusive, os procedimentos que aquela senhora adotou não condizem com aquilo que a doutora Daniele ensina”, pontuou.

O advogado ressaltou, ainda, que a cliente dele não conhecia a vítima e sequer sabia como a técnica estava sendo aplicada pela falsa esteticista.

“Doutora Daniele não teve contato com a vítima. Não há nexo causal algum a vincular doutora Daniele a esse homicídio. É muito injusto o que está sendo feito com a imagem e a reputação de uma profissional respeitada no sul do país, que instrui e orienta milhares de alunos a agir de forma correta. A doutora Daniele não participou do procedimento realizado, não teve acesso ao procedimento realizado”, finalizou.

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Peeling de fenol: dona de clínica em Curitiba entra na mira da polícia por vender curso a influencer

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