Foto: Flávia Barros – Banda B

 

Cobradores de ônibus realizam uma passeata, na tarde desta terça-feira (13), contra o projeto que implanta a bilhetagem eletrônica em todos os acessos ao transporte coletivo e pode acabar com a profissão em Curitiba. A mobilização saiu da sede do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), na Rua Tibagi, e segue até a Prefeitura, na Avenida Cândido de Abreu. Os motoristas também participam do ato e já aprovaram indicativo de greve caso o projeto venha a ser aprovado na Câmara Municipal.

O cobrador Roberto Viveiro disse que o objetivo é fazer com que o prefeito Rafael Greca desista do projeto.  “São 6 mil pais e mãe de família que podem ficar sem emprego, eu sou um deles. Eu espero que ele olhe por nós e reflita sobre a necessidade desses empregos. O cobrador hoje é essencial e, sem a gente, o motorista terá muita dificuldade”, disse.

O projeto encaminhado à Câmara prevê a implantação da bilhetagem eletrônica em toda a cidade, assim como atualmente já acontece nos micro-ônibus, onde não há cobrador. O objetivo da Prefeitura de Curitiba é a alteração da lei municipal 10.133/2001, que regulamenta a exigência de cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos ônibus.

Na justificativa, o prefeito Rafael Greca diz que a alteração é para “trazer maior agilidade ao transporte público”. Outro ponto citado são os constantes assaltos nos ônibus. “Os dados demonstram que os cobradores são alvo de roubos e violência, bem como o patrimônio público acaba sendo objeto de vandalismo e depredações”, diz a proposta, concluindo que a alteração reduziu em mais de 90% dos assaltos em coletivos.

As empresas de ônibus defendem a medida e garantem que a proposta dá mais eficiência ao sistema e traz mais segurança, já que retira a circulação de dinheiro de dentro dos coletivos. As empresas ainda afirmam que os trabalhadores teriam uma estabilidade de 12 meses nos empregos e podem passar por cursos de qualificação, até mesmo para continuar trabalhando no transporte coletivo.