O Paraná registrou 348 mortes em confronto com as forças de segurança em 2023. O número representa uma queda de 28,7% em comparação com 2022, quando 488 óbitos foram registrados.

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Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Os dados foram apresentados pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta quarta-feira (3).

Segundo o levantamento, foram 343 mortes em confronto com a Polícia Militar e cinco com as guardas municipais.

“Dentro de uma situação ruim, deixou de piorar. Esses dados eles correspondem a um dado que só a partir de 2020 é o menor. Sempre me perguntam: ao que nós atribuímos essa redução? Eu quero reafirmar que isso está principalmente dentro da própria polícia. Ou seja, se nós temos uma polícia que é orientada a ser aquilo que se chama de polícia cidadão, que é a força do estado sim, mas que deve agir em obediência estrita a todos os preceitos legais, isso tende a reduzir o prejuízo”, disse o procurador de Justiça Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco.

Houve registros de mortes de civis em confronto com a Polícia Militar em 82 cidades paranaenses e uma catarinense (Itapema). No topo da lista estão Curitiba (70 casos), Londrina (29), Foz do Iguaçu (13), Maringá (11), Piraquara (11), Apucarana (9), Paranaguá (9), Pinhais (9), Ponta Grossa (9) e São José dos Pinhais (8). As mortes em confronto com guardas municipais foram registradas em Curitiba (2), Cascavel (1), Araucária (1) e Sarandi (1).

“A razão pela qual a Polícia Militar aparece como a principal causadora, digamos assim, as mortes por enfrentamento decorre da própria natureza da função da Polícia Militar, que é a polícia preventiva que chega nos primeiros momentos. Eu diria também que por causa do próprio número na Polícia Civil tem um número que talvez corresponda a 20% do total dos membros da Polícia Militar”, explicou Batisti.

O procurador também comentou a fala popular de que “bandido bom é bandido morto”.

“Lamentavelmente esse pensamento está bem enraizado pela percepção para algumas pessoas. Nós lutamos para que as pessoas sejam presas e respondam penalmente. Esses outros falariam: mas prendemos uma, duas, três vezes e a pessoa está na rua. Aí entra a questão de como vamos organizar o nosso sistema de punição”, considerou.

Conforme Leonir, todos os casos são investigados pelo Ministério Público, para verificar se os protocolos foram cumpridos pelos policiais.

“Através do próprio Gaeco nós fazemos essa apuração. E essa apuração vai determinar um possível arquivamento quando desde logo se verifique que a atuação da polícia foi pautada de acordo com as regras e também decorreu de legítima defesa. Essa é a maior parte absoluta, pessoas que verdadeiramente estão armadas e que põe em perigo a própria polícia. E outras situações que são melhor verificadas em que ocorrem dúvidas ou quando se tenha câmeras, testemunhas, ou outras situações que imponham dúvida a respeito da correção da atuação dos próprios policiais”, detalhou.

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Com 348 registros em 2023, Paraná tem redução de quase 30% nas mortes em confronto com a polícia

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