Um pai de quatro filhos foi morto com uma facada no pescoço após uma briga por R$ 20 na madrugada do último domingo (15), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. A discussão começou em uma distribuidora de bebidas, e o suspeito fugiu.
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela Banda B, testemunhas relataram que o autônomo Jean Souza dos Santos, de 42 anos, discutiu com o suspeito dentro da distribuidora por causa do valor. O funcionário do local pediu que os dois se retirassem. Já do lado de fora, o suspeito teria dado um soco na vítima e fugido.

Minutos depois, o funcionário fechou o estabelecimento e, ao sair, encontrou Jean caído na rua Via Veneto, ensanguentado e com um corte profundo no pescoço, além de ferimentos no braço. Equipes de socorro foram acionadas, mas a morte foi confirmada no local.
Naquele momento, a vítima não portava documentos. Após a chegada da perícia, outros ferimentos também foram identificados no corpo: mãos, antebraço esquerdo, tórax e pescoço.
Testemunhas descreveram o suspeito como um homem moreno, magro, com barba e bigode fino. Ele estaria usando uma blusa azul, calça jeans e um cordão de prata no pescoço no momento do crime.
Depois do ataque, o autor do crime fugiu e não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. O corpo de Jean foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML).
Pai morto com facada no pescoço deixa quatro filhos
A irmã de Jean Souza dos Santos afirmou à Banda B que ele deixa quatro filhos com idades entre 10 e 25 anos. Cristiane Stefany relatou ainda que chegou a passar pelo local onde o corpo do irmão foi encontrado.
“Eu passei e tinha muitas viaturas da polícia aqui perto de casa. Nem imaginei. Eu passei reto. Quando acordei de manhã pra ir tomar um café, eu estava saindo e um amigo dele me parou e falou: ‘Cris, mataram seu irmão'”, disse ela.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que um homem aborda policiais militares em uma viatura e avisa que Jean havia sido morto: “Acabou de matar o cara aqui!”
Pouco depois, a mulher reconheceu o corpo do irmão no IML. “O problema dele sempre foi o álcool”, lamentou Cristiane. Apesar disso, ela destaca que o irmão era trabalhador e exercia atividades autônomas, como jardinagem.
“Meu irmão sempre cuidou de mim e significa muito pra mim. É uma dor inexplicável, ainda mais da forma que foi. Queremos justiça”, acrescentou.
O filho de dez anos de Jean foi diagnosticado com autismo e só soube da morte do pai ao chegar no velório, nesta segunda-feira (16). “Ele foi o mais difícil porque contamos só no momento do velório. Ele começou a perguntar: ‘O que nós estamos fazendo no cemitério?”, relembrou Cristiane.
O corpo de Jean foi sepultado no Cemitério Municipal do Boqueirão.
O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.
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