O pai da menina baleada durante um atentado a tiros contra o carro da família, em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, afirmou que vai se apresentar à polícia. A criança, que tinha 2 anos na época do crime, foi atingida na cabeça e segue internada em estado grave.

Segundo informações da Ric RECORD, o homem, identificado como Adeiqson teve a prisão preventiva decretada e, acompanhado do advogado, decidiu se apresentar espontaneamente em uma delegacia de Curitiba.
Em entrevista ao repórter Tiago Silva, da Ric RECORD, Adeiqson afirmou que é inocente e que pretende colaborar com as investigações.
“Tô me apresentando porque eu não sou vagabundo, não sou bandido e não devo nada. Sou inocente. Sei que posso ficar preso, mas vou de cabeça erguida, porque a verdade vai aparecer”
afirmou.
Defesa diz que ele sempre colaborou
O advogado Juliano Vidal, que acompanha o caso, afirmou que o cliente sempre colaborou com a Polícia Civil e que a defesa tenta acessar os autos do processo e obter medidas judiciais, como habeas corpus.
Em entrevista à Ric RECORD, o advogado disse que Adeiqson entregou voluntariamente o celular para perícia e que há provas, segundo a defesa, de que ele não estava no local do crime no momento do atentado.
“Desde o início ele vem colaborando com a Justiça e apresentando provas de que não participou do crime. O aparelho celular foi entregue para perícia e seguimos buscando diligências para comprovar a versão dele”
explicou o advogado.
Relembre o caso
O atentado ocorreu em em 12 de janeiro, quando a família se deslocava de carro em Bocaiúva do Sul. O veículo foi alvo de diversos disparos. O pai era o alvo dos atiradores e foi atingido no braço. A filha do casal foi baleada na cabeça e levada em estado gravíssimo ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba, onde passou por cirurgias e segue internada.
Na ocasião, a Polícia Civil informou que a principal linha de investigação era de vingança ligada à morte de um idoso de 72 anos, identificado como Wilson, que havia sido espancado semanas antes.
Confissão, prisões e versões conflitantes
Uma mulher, identificada como Amanda, neta do idoso, chegou a ser presa e, segundo a polícia, confessou os disparos, alegando vingança pela morte do avô. A versão oficial aponta que ela teria comprado uma arma clandestina e planejado o ataque, sem saber que havia uma criança no carro.
No entanto, o pai da menina e familiares contestam essa versão e afirmam que um homem teria efetuado os disparos, apontando divergências na investigação.
Em fevereiro, dois suspeitos chegaram a ser presos, mas foram liberados por falta de provas e por não terem sido reconhecidos pelas vítimas. Até o momento, os inquéritos não foram concluídos.
A Banda B entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná para saber se o suspeito se apresentou. Caso haja retorno, a reportagem será atualizada.
Confira a reportagem em vídeo: