Florisval Silva, homem acusado de matar um dos suspeitos de assassinar o próprio filho, João Pedro Bento Silva, acompanhou nesta quinta-feira (5), o júri de Bruno Giovani Pinto, segundo suspeito do crime. Acontece que, no mês que vem, Florisval também vai a júri. As informações são da Ric RECORD.

Florisval e o filho João Pedro, em foto
Florisval vingou o filho no mesmo dia, após trocar um carro por uma arma. Foto: Reprodução/Ric RECORD.

Os crimes aconteceram em maio de 2019, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). João Pedro estava jantando com a esposa na casa do pai, que morava nos fundos de um terreno. Na casa da frente, morava Bruno, que estava realizando uma confraternização e convidou Lincon Martins Rodrigues. 

Em determinado momento da noite, houve uma discussão envolvendo times de futebol, e João Pedro, que estava com um agasalho do Athletico Paranaense, foi morto a facadas. 

Pai matou assassino do filho

No mesmo dia, algumas horas após o crime, Florisval trocou um carro por uma arma. Depois, matou Lincon, um dos suspeitos.

“Acabou minha vida. Eu ser preso hoje, pagar o que tiver que pagar, não vai resolver nada, não vai trazer meu filho de volta” 

disse Florisval, em entrevista à Ric RECORD na época.

Florsival ficou 40 dias preso, porém, responde em liberdade pelo crime. O julgamento será no mês que vem.

“Eu quis vingar meu filho. Hoje, eu faria diferente. Mas no dia, não teve outra saída para mim”

contou o homem para a repórter da Ric RECORD Thais Travençoli. 

Pai recebeu perdão

Após o crime, os pais de Lincon perdoaram a atitude de Florisval, mas destacaram que o filho não agiu sozinho.

“A mesma coisa que eu estou sentido, certamente é a mesma dor dele, como pai que perdeu um filho. Toda a família, aqui e lá”

afirmou a mãe de Lincon, Silvana Martins.

Julgamento

O julgamento de Bruno Giovani Pinto ainda não tem decisão. A expectativa do advogado da família, é de que o réu, que hoje também está preso por tráfico de drogas, tenha, como resultado, uma condenação acima de 20 anos de prisão.

“Seu Florisval está sofrendo bastante, ainda sofre. Foi ele quem deu a jaqueta do Athetico naquele dia e infelizmente foi um dos motivos que levaram a morte do filho. Ele carrega uma certa culpa por isso”

disse Rogerio Nogueira, advogado de Florisval.

Florisval, por fim, acredita que Bruno deve pagar pelo crime, da mesma forma que ele irá pagar também.

“É difícil demais isso, mas tem que tocar a vida. Tenho um filhinho de 3 aninhos, outro de 11 anos. Vou esperar meu júri, do jeito que for vai ser”

reforçou Florisval.

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