A Polícia Civil do Paraná divulgou trechos do depoimento de Luiz Carlos Nadolny, de 48 anos, que confessou ter matado a filha, Aline Miotto Nadolny, de 27. O crime aconteceu no último dia 6 em Curitiba e o corpo foi localizado em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. No depoimento, o homem afirmou que a ficha do que havia feito caiu um dias depois do assassinato brutal da terapeuta ocupacional.

(Foto: Reprodução)

O começo

Neste trecho do depoimento, o pai conta como encontrou Aline, no início da manhã de quinta-feira, dia 6 de junho.

“Ela estava saindo de casa, eu a chamei e ela entrou dentro do carro, me deu um abraço e daí saímos dali. Ela me falou que estava trabalhando no Bacacheri e eu fui levando ela. A Aline me deu as direções da rua e chegando perto me falou que estava chegando. Daí, parei em um lugar que não tinha movimento e começamos a conversar, para ela me ajudar na questão da pensão com minha ex-mulher”. (Ouça abaixo)

A raiva

Luiz Carlos afirmou que quando Aline se negou a ajudar, o sentimento de raiva apareceu.

“Ela disse que não podia me ajudar, porque era um assunto nosso, dai eu fiz o pior. Acabou acontecendo isso. Ela pedia pare, pare, pare, mas eu me descontrolei e segurei o pescoço dela. Me descontrolei, segurei o pescoço e daí para lá não sei. Eu vi o corpo ali do lado e fiquei desesperado, com lembranças dela. Tudo envolveu tentar acertar a situação lá com a mãe dela. Depois disso, andei, andei e andei de carro por duas horas, nem sei por onde passei. Não tenho ideia de como parei em Piraquara, apenas me lembro da entrada do Hospital Angelina Caron. A única coisa que eu lembro depois é da BR-116”. (Ouça abaixo)

 

Desespero

O pai relatou que ficou desesperado ao ver que a filha não respirava.

“Fiquei desesperado, porque não fui para fazer maldade, mas tentar uma solução. Beijei o rosto dela, as costas, limpei a boca com cachecol. Eu saí, peguei as rodovias e fui para casa”.(Ouça abaixo)

 

Perdido

Depois do crime, o pai foi para casa e não falou para a atual companheira sobre o que aconteceu. Ele afirmou que a ficha caiu quando, no dia seguinte, um vizinho foi contar sobre a morte da filha dele.

“Fiquei meio perdido, não sabia o que fazia. Dai entrei em contato com minha ex-mulher, em desespero, sem saber o que falar. Falei com a mãe dela e perguntei o que estava acontecendo, daí ela me disse que estavam investigando. A minha ex falou que ela estava linda no caixão”, finalizou em depoimento, afirmando estar muito arrependido do crime que cometeu.(Ouça abaixo)