A tranquilidade de Campestrinho, uma pequena comunidade rural localizada em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), deu lugar ao medo. Em menos de uma semana, dois casos violentos chocaram os moradores e transformaram a rotina da comunidade, que até então era conhecida pela paz e pelo convívio simples entre vizinhos.
“Ninguém fica mais tranquilo. Tá sendo muito assustador. Queria paz, mas vai ser difícil agora, vai ser muito difícil”, desabafou uma moradora em entrevista ao repórter Tiago Silva, da Ric RECORD.
O primeiro crime que abalou a região foi o assassinato de José Arildo da Luz. Ele foi retirado de casa e morto a poucos metros da residência. A cena encontrada pelas autoridades impressionou até os agentes mais experientes.

“Fomos acionados por populares que encontraram o rapaz praticamente degolado, com parte do rosto retirada. Provavelmente vieram e desovaram o corpo ali, a uns 500 ou 600 metros da casa”
relatou o guarda municipal Gelinski.
Dias depois, outro episódio de violência voltou a assustar os moradores. Uma casa foi incendiada com uma família dentro. A Guarda Municipal de Mandirituba foi a primeira a chegar ao local e conseguiu salvar duas crianças e um idoso de 81 anos. No entanto, uma mulher de 32 anos não conseguiu escapar das chamas e morreu carbonizada.
A Polícia Civil investiga a suspeita de incêndio criminoso, já que, segundo os agentes, primeiro uma casa da frente foi incendiada, e horas depois, a residência onde estava a família também pegou fogo.
“O idoso, proprietário da casa, relatou que havia comprado o imóvel e que poderia ser um incêndio criminoso. Poderia haver algum desacordo com o antigo dono, não sabemos. Tudo está sendo apurado pela Polícia Civil”
explicou Gelinski.
Medo tomou conta
Segundo informações da Ric RECORD, o medo tomou conta e muitos moradores preferem não sair de casa. O que antes era um bairro pacato, hoje vive em alerta.
“Quando viemos morar aqui, era um sossego. Agora aumentou demais a violência”
lamentou um morador.
“Qualquer latido dos cachorros, a gente já sai olhar, com medo”
completou uma moradora.
Para tentar devolver a sensação de segurança, a Guarda Municipal reforçou o patrulhamento em Campestrinho, com rondas constantes e orientações aos moradores. “Pedimos que qualquer atitude suspeita seja denunciada à Guarda Municipal ou à Polícia Civil, pelo número 181. As denúncias anônimas são fundamentais para ajudar nas investigações”, afirmou o guarda Gelinski.