Novo laudo aponta que dra Virgínia foi responsável por antecipar mortes em UTI do Evangélico


Da Redação

O caso da médica Virgínia Soares de Souza, do Hospital Evangélico, em Curitiba, ganhou mais um capítulo nesta semana. Um laudo complementar, feito a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), aponta que ela foi responsável por antecipar a morte de sete pacientes na instituição.

(Foto: Reprodução)

A informação foi divulgada pelo Portal G1 nesta terça-feira (12). Segundo a reportagem, o documento mostra que a médica e integrantes da equipe dela aplicaram doses excessivas de sedativos e analgésicos em pessoas internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, que acabaram morrendo.

Ainda de acordo com a reportagem, o autor do laudo, o médico especializado em UTIs José Mário Meira Teles, disse que dá para concluir cientificamente que as vítimas tiveram as mortes antecipadas.

O G1 entrou em contato com o advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad, que afirmou não considerar o novo laudo pedido pelo MP-PR. Para ele, o que vale é o realizado pelo perito do Instituto Médico Legal, Carlos Peixoto Batista. Este documento declara que não há provas científicas que comprovem os crimes apontados pela acusação.

Virgínia e mais sete pessoas foram acusadas pelo MP-PR por homicídio qualificado e formação de quadrilha no início de 2013. Cinco dos envolvidos chegaram a ser presos, inclusive a médica. Ela responde ao processo em liberdade.

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