Novas imagens obtidas pela Banda B nesta quinta-feira (7) mostram o empresário Danir Garbossa, envolvido na confusão no Hipermercado Condor, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, dentro do estabelecimento momentos antes das agressões e dos disparos que terminaram com a morte de uma mulher. De acordo com o advogado de Garbossa, o vídeo traz novos detalhes da história que estariam sendo “ocultados”.

Nas imagens, o empresário (de camiseta amarela) aparece entrando no hipermercado empurrando um carrinho. Na sequência, é possível observar uma movimentação de funcionários do local atrás do cliente, que estava sem máscara. Cerca de três minutos se passam até que Garbossa seja conduzido pelo segurança para fora.

“Essas imagens mostram aquilo que estamos pedindo faz tempo: que a verdade seja apresentada para a população. Criaram um monstro em torno do meu cliente, mas a verdade é que nunca mostraram que meu cliente estava dentro do mercado. Como divulgaram parece que ele chegou e já agrediu duas pessoas de forma gratuita”, explica o advogado Ygor Nasser Salmen, que defende o empresário.

Garbossa teria sido ofendido e expulso de forma vexatória do local. “O que leva uma pessoa a perder a cabeça daquela forma? Não era só a questão da máscara. Quando ele estava dentro do mercado neste tempo considerável que está sendo excluído, eles tentaram retirar ele de lá, várias coisas foram ditas a ele, ele também é ofendido e colocado pra fora de forma vexatória”, relata o advogado.

Imagens omitadas

Salmen defende ainda que continuam sendo omitidas imagens do episódio, especialmente as que mostrariam o momento em que o vigilante efetua os disparos. As câmeras comprovariam que Wilham Soares atirou mais de duas vezes na ocasião, o que contraria o que foi dito em depoimento.

Outro fato que as imagens requeridas por Salmen provariam, segundo o advogado, é que o relato de que o empresário tentou tirar a arma da mão do vigilante é mentiroso.

A reportagem da Banda B entrou em contato com o hipermercado e com a defesa do vigilante para uma posição sobre as declarações de Salmen e aguarda o retorno.

O caso

A confusão que matou a fiscal de loja Sandra Ribeiro aconteceu na última terça-feira (28). Danir Garbossa teria se recusado a colocar máscara para entrar no estabelecimento, como determina decreto da Prefeitura de Araucária para controle da pandemia de coronavírus. Câmeras de segurança mostram o momento em que Garbossa agride o vigilante Wilham Soares, que reage com disparos de arma de fogo. Um dos disparos atinge Sandra.

Nesta terça-feira (5), o desembargador Clayton Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou o pedido de habeas corpus de Garbossa. Com a decisão, o empresário segue preso na Delegacia de Araucária.

Nota

A defesa de Sandra enviou a seguinte nota sobre as novas imagens:

As novas imagens obtidas do hipermercado de Araucária só pioram a situação que já estava ruim de Danir Garbossa.

Mostram novamente grande descontrole de Danir, “dando de dedo” na face de inúmeros funcionários do estabelecimento, que tentavam de maneira educada orientar o senhor Danir, mostrando que o país e o mundo vivem uma pandemia, que os riscos de contaminação trazem a respectiva necessidade na utilização da máscara de proteção.

Demonstrada agora a premeditação de Danir em, “a qualquer custo criar caso”, pois se tivesse sofrido qualquer vexame ou constrangimento, certamente teria acionado a Polícia Militar, ou ido embora.  No mínimo faria a confecção de um boletim de ocorrência para providências, e não fugido do local ardilosamente, como o fez, pois é muito estranho alguém que se diz ter razão e ser uma vítima, fugir e não acionar autoridade policial diante da suposta gravidade dos fatos, o que tenta a qualquer custo agora.

Oportunamente podemos observar em novas imagens também, que o Sr. Danir de forma previamente arquitetada e orquestrada, retorna ao mercado, com evidente ânimo e propósito de agredir e lesionar pessoas, observando a sua latente “premeditação”.

Atingindo sua “ sanha “ e lesionando três funcionários do mercado, sendo uma delas fatal. Fica evidente que a única pessoa que foi colocada para fora do mercado de forma vexatória, foi a vítima Sandra Aparecida Ribeiro, que naquele dia saiu da sua casa para trabalhar e voltou dentro de um caixão.

Esperamos e lutaremos aguerridamente para que Danir Garbossa seja processado e condenado por homicídio doloso ( dolo eventual ), qualificado pelo perigo comum.

Os depoimentos e imagens coadunam no sentido de revelar o Sr. Danir como um prepotente, arrogante, e agressivo sociopata, transgressor de regras da vida em sociedade e da moral social.