Hamilton Fernandes de Almeida, de 60 anos, ficou na manhã desta quarta-feira (14) frente a frente aos assassinos do filho, o biólogo Guilherme Neves de Almeida, 32. Em entrevista à Banda B, ele afirmou que não tem forças para perdoar os suspeitos, de 18 e 24 anos, que mataram Guilherme em um assalto no dia 24 de julho deste ano, no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

(Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

 

“Não consigo perdoar. Não tenho este dom. Até Deus estou renegando e não consigo mais acreditar. Como que eu vou perdoar? A minha dor é muito mais forte, infelizmente. Não consigo perdoar quem fez isso com meu filho, que era filho único”, disse Hamilton, muito emocionado, durante a apresentação dos assassinados na Delegacia de São José dos Pinhais.

Guilherme foi morto a tiros

Hamilton lamentou ainda que os suspeitos não tiveram coragem de olhar no olho dele. “É difícil para um pai olhar para estes rapazes que não são gente. Vocês tiveram coragem de matar meu filho, por que agora não olham para mim? Vocês não têm noção do que fizeram para nós. Minha mãe, avó do Guilherme, está definhado agora”, disse, aos prantos, o pai aos assassinos.

As prisões

A primeira prisão aconteceu em uma área de invasão do bairro Jardim Independência, em São José dos Pinhais, onde o rapaz de 18 anos foi preso. Já o homem de 24 anos foi localizado no município de Araucária, quando tentava fugir utilizando documentos falsos. O suspeito foi abordado em via pública.

No dia do crime, Guilherme havia acabado de sair de uma confraternização com a família quando recebeu voz de assalto dos suspeitos. A vítima estava com o carro estacionado e tentou fugir do local, porém foi baleado pela dupla. Embora tenha sido rapidamente socorrido e encaminhado ao hospital, faleceu três dias depois, exatamente quando faria aniversário.

Na delegacia, os suspeitos confessaram o crime e deram detalhes sobre a ação criminosa, que foi registrada por câmeras de segurança nas proximidades do local em que ocorreu o fato. A arma supostamente utilizada por eles já havia sido apreendida, dias antes da prisão, no bairro Guatupê.

O jovem de 18 anos já possuí antecedentes criminais como adolescente por roubo de veículo. Já o homem, de 24, não contava com passagem policial. Ambos responderão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e permanecem presos à disposição da Justiça.