O casal suspeito de atirar em um jovem de 20 anos para roubar R$ 20 e uma corrente de prata foi reconhecido pela vítima e acabou sendo indiciado após oito anos do crime. O caso aconteceu em 17 de março de 2012, no bairro Cajuru, em Curitiba, e o inquérito foi concluído somente nesta quarta-feira (8).

Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil até o casal e a elucidação da crime. “O caso tramitou durante todo esse tempo na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e até então não tínhamos nenhuma informação que pudesse levar à autoria do crime”, explicou o delegado Marcos Fontes, à Banda B.

Indiciados por tentativa de latrocínio, o delegado afirmou que a polícia que investigava o delito sugeriu ao Ministério Público (MP) que levasse o caso a uma Vara Criminal. “O promotor também entendeu que não se trata de um crime contra a vida e, desta forma, encaminhou o processo ao juiz, que também compreendeu assim”, acrescentou Fontes.

Foto: Polícia Civil

As Varas Criminais são chefiadas por juízes e responsáveis de processar e julgar acusados de cometerem crimes. No entanto, para que determinada vara instaure um processo, é necessário que o magistrado responsável pela unidade aceite a denúncia feita pelo MP.

De acordo com o delegado, os suspeitos, que seriam marido e mulher, negam o crime. “Mas diante do reconhecimento feito pela vítima não havia outra alternativa a não ser indiciá-los”, explicou.

Crime

Segundo apurado pela DHPP, que investigava o crime, a vítima voltava da casa de um amigo durante a madrugada de 17 de março de 2012 quando foi abordada, no bairro Cajuru, pelo casal que estava em um carro.

“Não houve tempo de entregar os bens e ele já foi alvejado pelos tiros, caiu, ficou desacordado e foi roubado. Os suspeitos fugiram com uma carteira com R$ 20 e uma corrente de prata”, destacou Marcos durante entrevista à Banda B.

A vítima ficou internada durante cinco meses por causa dos ferimentos sofridos, além de ter sido submetida a diversas cirurgias. Ele perdeu o movimento de todo o corpo por causa de um tiro na região do tórax.

“A morte só não aconteceu porque ele foi socorrido e encaminhado ao hospital rapidamente”, concluiu o delegado.