Mulher que matou marido por causa de internet é denunciada e deve pagar R$ 100 mil à família da vítima

Crime aconteceu dentro da casa do casal e teria sido cometido na frente do filho; suspeita também responde por fraude processual


A mulher, de 32 anos, que matou o próprio marido com tiro de espingarda em Cafelândia, no Oeste do Paraná, por causa de internet e TV, foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e deverá pagar R$ 100 mil para a família da vítima “como reparação pelos danos morais e materiais causados”.

foto preto e branco do homem morto pela mulher. A mulher matou o marido durante uma discussão por causa de internet
A vítima discutiu a esposa antes de ser morto. Foto: Reprodução/Ric RECORD

De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Nova Aurora, o homicídio ocorreu após uma discussão entre os dois. A vítima assistia a um filme quando a mulher teria avisado que desligaria o roteador de internet e a televisão para que todos fossem dormir.

Ainda conforme o Ministério Público, o homem não concordou com a decisão, o que deu início ao desentendimento. Em seguida, a mulher teria pegado uma espingarda e efetuado um disparo contra o marido, que morreu no local.

Mulher matou o marido por causa de internet na frente do filho do casal

O MPPR sustenta que o homicídio foi cometido com qualificadoras, incluindo o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela estava desarmada no momento do ataque.

Outro agravante apontado é o motivo fútil, além do fato de o disparo ter ocorrido na presença do filho do casal, o que, segundo a denúncia, caracteriza situação de perigo comum.

Após o crime, a mulher também teria tentado alterar a cena para dificultar as investigações. De acordo com o Ministério Público, ela moveu a arma para cima da cama, com a intenção de simular um suicídio ou um disparo acidental. Por isso, além do homicídio qualificado, a denunciada também responde por fraude processual.

Dessa forma, a Promotoria pede que a mulher seja levada a julgamento pelo Tribunal do Júri. Também foi solicitado o pagamento de, no mínimo, R$ 100 mil aos familiares da vítima, como forma de reparação por danos morais e materiais. A suspeita segue presa preventivamente.

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