Segundo a investigação, a vítima estava desaparecida há três dias quando foi encontrada morta. (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Uma mulher de 38 anos foi presa suspeita pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do ex-marido, Edivaldo Dias, também de 38 anos. O corpo da vítima foi encontrado sem a cabeça no dia 16 de outubro deste ano por moradores da área rural de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. A mulher foi presa temporariamente nesta sexta-feira (9), em Rio do Sul, Santa Catarina, por policiais civis da Delegacia de Almirante Tamandaré.

Segundo a investigação, a vítima já estava desaparecida desde o dia 13 de outubro. Dias depois, por terem visto rastros de sangue no matagal, os moradores foram averiguar e se depararam com o corpo decapitado. No outro dia, crianças curiosas com a situação foram até os arredores e acharam a cabeça de Edivaldo, que foi sepultada separadamente ao corpo. Em entrevista à Banda B na ocasião, ela jurou ser inocente do crime. “Eu não teria motivo nenhum para fazer isso, eu queria apenas que ele fosse para a cadeia. Já fazia um ano e meio que tínhamos terminado e não estou gostando dessas acusações injustas”, disse.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tito Livio Barichello, a mulher já era a principal suspeita desde o início pois, no decorrer das investigações, vários pontos levavam a crer que ela seria a autora. “No dia 13, quando Dias desapareceu, havia uma ligação em seu celular realizada pela suspeita às 5h da manhã e já existiam Boletins de Ocorrência registrados pela vítima, denunciando que ela teria tentado esfaqueá-lo. Também recebemos uma denúncia anônima dando conta de que ela seria a suspeita pelo crime. Posteriormente, a mulher teria levado o carro a um lava car a cerca de 25 km de distância de sua residência”, revelou.

O delegado também esclareceu que uma nova investigação foi iniciada, pois um ex-namorado da suspeita também teria sido assassinado anos atrás. Não há informações, no entanto, sobre o motivo do crime.

Ao todo, cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas duas sigilosas, concluindo a investigação. A suspeita estava foragida em Rio do Oeste (SC) e foi presa por policiais da Delegacia de Almirante Tamandaré, para onde foi encaminhada e permanece à disposição da Justiça.