A mulher baleada deixada na Unidade de Pronto-Atendimento do Sítio Cercado, em Curitiba, no dia 13 de julho, foi levada ao local pelo filho e pela neta dela. Foi a esta conclusão que a Polícia Civil do Paraná (PCPR) chegou, em investigação sobre o caso. Ele teria fugido do local em seguida, por ser foragido da Justiça. A identidade dela ainda não foi confirmada.

Foto: Djalma Malaquias/Banda B.
Como informado na época do fato, a vítima não resistiu ao ferimento por arma de fogo e morreu na unidade de saúde. Ela era de família cigana e uma briga em família teria motivado o crime.
As informações foram confirmadas à reportagem da Banda B, na manhã desta terça-feira (27), pela delegada Camila Cecconello, chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ela, o filho da vítima tem dois registros de identidade.
“O filho apresenta dois registros diferentes e o que a gente supõe ser o verdadeiro é o que consta o mandado de prisão em outro estado. Provavelmente, por esse motivo, ele largou a mãe na UPA e empreendeu fuga”,
afirma a delegada.
O rapaz ainda não foi localizado pela polícia. Acredita-se que ele esteja fora do Paraná. “Estamos em contato com autoridades de outros estados. Ouvimos outras testemunhas ligadas à vítima e a gente entende que a motivação principal é que tenha havido desavença entre familiares desse grupo de família cigana.”
Embora a polícia não tenha conseguido ouvir o filho da vítima, que está foragido, ele não é considerado suspeito de atirar contra a mãe. “Mas a gente não descarta nada, porque, pelas investigações, foi constatado que a família tem muitas brigas familiares ferrenhas entre eles, então essa é a linha de motivação.
Cigana com três identidades
A polícia também apurou que a mulher baleada tinha – não duas, como o filho, mas – três registros de identidade em diversos estados do país. Ainda não foi desvendado, no entanto, qual seria a verdadeira.
“Sabemos que o primeiro nome dela é Marilene, mas o sobrenome nos RGs e as datas de nascimento não batem.”
relata a delegada.
Camila conta que a família da vítima morava havia algumas semanas em Curitiba, vinda de outros estados do país.