O Ministério Público do Paraná (MP-PR) recorreu da decisão de pronúncia do Caso Daniel e pediu, nesta quinta-feira (12), que Cristiana Brittes também responda por homicídio no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Na decisão de pronúncia, a juíza Luciani Regina Martins de Paula disse que “não há indícios suficientes de autoria” para a pronúncia da esposa de Edison Brittes Junior.

Foto: Marcelo Borges – Banda B

A apelação foi protocolada pelo promotor Marco Aurélio Oliveira São Leão.

Durante a semana, Cristiana Brittes concedeu entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, e chegou a comentar o processo ao ser questionada se espera a absolvição. “Eu espero ser absolvida, com certeza”, disse.

Em nota enviada à Banda B no início da tarde desta sexta-feira (13), o advogado Claudio Dalledone informou que recebe com naturalidade o recurso do MP e está tranquila quanto “a robusta produção de prova que levou a justiça a impronunciar Cristiana da injusta acusação de homicídio”.

Pronúncia

De acordo com a decisão de pronúncia, vão responder por homicídio qualificado “pela torpeza do motivo, pelo emprego de tortura ou outro meio insidioso ou cruel, e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima”: Edison Brittes Junior, David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. Os quatro teriam participado das agressões contra o jogador e teriam levado o corpo até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais. Destes, apenas Edison permanece preso.

A filha de Cristiana, Allana Brittes, responde por fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo. Já Evellyn Brisola Perusso por fraude processual.