Andriely morreu aos 22 anos (Reprodução)

 

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai pedir a condenação do ex-marido da jovem Andriely Gonçalves da Silva, Diogo Coelho Costa, de 30 anos, por feminicídio, asfixia, dissimulação e ocultação de cadáver. A informação foi confirmada à Banda B, nesta segunda-feira (29), pelo promotor Alfredo Cherem Neto, de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. A estudante de Direito foi encontrada morta no começo de junho deste ano na Estrada da Graciosa, um mês após o seu desaparecimento.

De acordo com Cherem, o processo tem provas que colocam Diogo como autor do crime. “Ele foi a última pessoa a ser vista com a Andriely antes do desaparecimento e é a única pessoa que teria motivo para matar ela, já que estava com ciúmes e não aceitava o término”, explicou.

Um dos laudos que justificou a denuncia foi o da perícia realizada pela Polícia Científica do Paraná, que aponta sinais de que a jovem sofreu asfixia mecânica. A defesa de Diogo, por sua vez, alega que o laudo não é conclusivo. No início do mês, o Instituto Médico Legal (IML) já havia confirmado que a investigação no corpo foi “infrutífera”.

Desde o princípio, Diogo nega envolvimento com a morte de Andriely.

Depoimento

Para Cherem, Diogo mentiu no depoimento prestado no Fórum de Colombo na última semana. “Ele teve a atenção chamada por mim e pela juíza porque o tempo todo ficava desvirtuando, enrolando. Deu para ver que ele mentiu bastante no depoimento”, disse.

Na semana passada, o advogado de defesa Luiz Roberto Falcão informou que o policial relatou no interrogatório que chegou por volta das 23h no apartamento onde os dois estariam morando juntos. “Ele contou que, depois que Andriely fez um trabalho da faculdade, eles acabaram discutindo e terminaram o relacionamento. O Diogo saiu de carro e ela pediu que ele a deixasse na Rua Cascavel, perto do terminal de ônibus”, comentou.

O caso

Andriely sumiu no dia 9 de maio em Colombo, após conversar com um amigo por chamada de vídeo. Dez dias depois, Diogo foi preso. Câmeras de segurança mostraram o momento em que o policial saiu de casa com a jovem na madrugada do desaparecimento.

O corpo da estudante foi encontrado em 8 de junho na Estrada da Graciosa. Devido ao estado avançado de decomposição, os exames não conseguiram determinar a causa da morte.