O motorista, de 23 anos, que atropelou e matou o taxista Alci Rosa de Oliveira, de 65 anos, em novembro de 2025, no Centro de Curitiba, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime também tem como agravante o fato de a vítima ter mais de 60 anos.

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Foto: Reprodução/Câmera de segurança

O atropelamento ocorreu no dia 9 de novembro, na Rua Francisco Torres, quase esquina com a Avenida Visconde de Guarapuava, e foi flagrado por câmeras de segurança. O taxista chegou a ser socorrido em estado grave, mas morreu no hospital.

À época, a Banda B apurou que Alci havia parado o carro em frente a uma garagem, sobre a guia rebaixada, para desembarcar um passageiro. Pouco depois, um morador do prédio em frente se irritou com o veículo estacionado e colidiu contra o para-choque do carro da vítima.

Na sequência, o taxista desceu do veículo para verificar os danos e tentar conversar com o rapaz. No entanto, o motorista acelerou, atravessou a rua com o idoso ainda sobre o capô e, segundos depois, a vítima caiu, batendo a cabeça com força no meio-fio. O motorista responsável pelo atropelamento fugiu do local.

Tornozeleira eletrônica

No fim de novembro, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou a imagem do suspeito, que estava com mandado de prisão em aberto. Posteriormente, segundo informações da Ric RECORD, a prisão foi revogada e a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Procurado pela Banda B, o advogado que representa a família da vítima afirmou que os filhos de Alci esperam celeridade no andamento do processo e que o acusado “pague pelo crime cometido”. A família também aguarda que a tornozeleira eletrônica seja instalada o quanto antes.

O que diz a defesa do motorista

A reportagem também entrou em contato com o advogado do motorista. Em nota, a defesa afirmou que “discorda integralmente” da denúncia oferecida pelo Ministério Público e que os fatos serão “devidamente esclarecidos ao longo da instrução criminal”.

Ainda segundo a defesa, o oferecimento da denúncia não representa um juízo de culpa e o caso será submetido à análise do Poder Judiciário. O motorista, de acordo com o advogado, “sempre adotou postura colaborativa durante a fase investigativa e permanece integralmente à disposição da Justiça”.