O motorista de aplicativo preso sob a suspeita de matar dois passageiros durante uma confusão em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, afirmou que agiu em legítima defesa após ser atacado durante uma discussão com eles. Os passageiros mortos eram irmãos e foram identificados como Jeferson Lima dos Santos e Adriano Lima dos Santos.

Segundo o motorista de aplicativo, o desentendimento começou após ele reclamar que os irmãos e uma mulher haviam derramado cerveja no interior do veículo, o que o impediria de continuar trabalhando naquela noite. O crime aconteceu na madrugada de domingo (1º).

Imagem mostra rostos de dois homens, em fotos divididas, que foram mortos por motorista de aplicativo após confusão. Ambos tem bigode ou barba e um deles usa boné.
Os irmãos Jeferson Lima dos Santos e Adriano Lima dos Santos foram mortos a tiros após discussão com motorista de aplicativo no Paraná – Foto: Reprodução/Redes sociais

O condutor contou que, após encerrar a corrida com o trio, percebeu que eles haviam esquecido uma bolsa no carro. Ao retornar para devolver o objeto, ele os confrontou sobre a bebida derramada no banco. As informações são do portal TN Online, parceiro da Banda B.

De acordo com o relato do condutor ao delegado Ricardo Moraes, a discussão se intensificou quando ele mencionou o prejuízo financeiro causado pela sujeira. O motorista afirmou que um dos irmãos estava armado com um revólver e tentou sacá-lo durante o desentendimento.

O suspeito afirmou que, diante da ameaça, sacou a própria pistola e atirou contra o passageiro. Em seguida, relatou que o segundo irmão o atacou com uma faca e também foi atingido pelos disparos.

A defesa afirma que o motorista não fugiu, acionou o Samu para prestar socorro e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar. No local, foram apreendidas a pistola 9mm do condutor, um revólver calibre .22 que estaria com um dos passageiros e uma faca.

Embora a arma do motorista fosse registrada, ele não tinha autorização para o porte e foi autuado por homicídio e porte irregular de arma de fogo. Por ser réu primário e ter colaborado com a polícia, foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade. A terceira passageira, que presenciou o crime, já prestou depoimento.