A morte do cabo Edson Borges, de 47 anos, na tarde deste sábado (14), gerou comoção nas redes sociais. Ele foi baleado após confrontar dois suspeitos que haviam assaltado as lojas Americanas de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Um dos ladrões, que a princípio seria o autor dos disparos, acabou atingido no confronto. Ele foi agredido e detido por populares até a chegada da Polícia Militar (PM).

Cabo Edson Borges (Foto: Reprodução)

 

No momento do assalto, o cabo estava dentro da loja e, ao presenciar a situação, realizou a intervenção policial, como disse o tenente coronel Medeiros, comandante do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGD).

“Infelizmente estamos vindo a tona para dar uma notícia, diferente daquelas que estamos acostumados, que são a respeito das grandes conquistas, da redução do índice de criminalidade e violência no município de Piraquara. Esse confronto se deu em razão aos suspeitos que fizeram um roubo à mão armada nas lojas Americanas. O cabo, com 23 anos de serviço, ao se deparar com a situação, tentou fazer a intervenção policial”, descreveu o tenente.

O confronto foi registrado pelas câmeras de segurança do local (clique aqui para assistir).

O cabo atuava há 23 anos na primeira companhia do Batalhão de Policiamento Escolar Comunitário (BPEC). Casado, tinha um filho e morava em Piraquara. Nas redes sociais, amigos e familiares de Borges lamentaram a tragédia.

Suspeito detido

O suspeito que seria o autor dos disparos que matou o cabo foi detido pela Polícia Militar (PM). Baleado ao confrontar o policial, ele foi agredido e rendido por moradores da região. Segundo a PM, ao chegar no local, não foi possível identificar quem seriam os agressores. O Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) foi acionado para atender o suspeito, identificado por Thiago Barbosa de Oliveira.

De acordo com Medeiros, os suspeitos são ex-regressos do sistema educandário do município de Araucária. “Após alguns levantamentos, tivemos a informação de que eles são moradores no Cajuru, em Curitiba. Imediatamente, as buscas pela região começaram”, completou.

Os suspeitos estão sendo investigados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).