A morte do jovem Diego Souza Vieira, de 26 anos, completa quatro anos nesta terça-feira, 18 de agosto, e continua sem respostas. Funcionário de um bar do bairro Bigorrilho, em Curitiba, ele fechava o estabelecimento por volta das 0h30 quando foi assassinado na Rua Lúcio Rasera. O caso é investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ainda não sabe quem e por qual motivo o crime aconteceu.

Foto: Arquivo Familiar

De acordo com a mãe de Diego, Denise Vieira, a família precisa de uma resposta para o crime. “A gente quer e precisa é saber o que aconteceu, precisa saber quem fez e por qual motivo. Eu preciso ter paz, pelo menos para sentir a dor da perda. Fica um sentimento de injustiça rondando, já que não percebemos nenhuma punição. Essa resposta não vai trazer meu filho de volta, mas pelo menos posso sentir que o responsável vai pagar”, disse.

Na ocasião, moradores ouviram os disparos e chamaram a Polícia Militar (PM). Segundo o laudo do exame de necropsia, Diego foi atingido por pelo menos cinco tiros. Nenhum objeto foi levado e as imagens obtidas pelos investigadores apontam que o crime foi premeditado.

O pai, Luiz Antônio, descreve que o pedido é apenas de justiça. “A gente precisa que se descubra quem mandou matar meu filho e também quem executou. Foi um crime premeditado, já que um carro estava esperando. Meu filho era um trabalhador e foi cruelmente assassinado”, lamentou.

A Polícia Civil do Paraná informou que segue investigando o caso. “Detalhes da investigação não serão divulgados, no momento, para não atrapalhar o andamento das diligências”, diz a nota.

“O tempo é cruel”

O advogado da família, Ygor Nasser Salah Salmen, disse que essa é uma ferida que precisa ser fechada e pede um maior empenho da polícia. “Essa é uma grande ferida, que precisa ser fechada. Dói, é triste, é cruel e a família fica refém, não só de uma questão emocional, mas de uma autoridade policial que fica inerte. Ainda que se tente fazer diligências, o tempo é cruel no direito penal. O que pedimos é que se faça investigação mais intensa e não arrastada. Vários delegados passaram pelo caso, várias diligências são pedidas, mas nada é feito, já que há excesso de trabalho, falta de material técnico e falta de material humano”, comentou.

Qualquer informação sobre o crime pode ser repassada à DHPP pelo telefone 0800-613-1121.