O assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, completou cinco anos nesta sexta-feira (27) e ainda não tem julgamento marcado. Sete pessoas respondem pelo crime: cinco em liberdade e duas presas.

Estão em liberdade: Evellyn Brisola Perusso (que nunca foi presa), Allana Brittes, Cristiana Brittes, David Willian Vollero Silva e Ygor King.
Os dois réus que permanecem na cadeia são: Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, que havia conseguido liberdade provisória em outubro de 2019, mas foi detido em flagrante por roubo em dezembro de 2020; e Edison Brittes Junior, que segue preso desde a época do assassinato.
De acordo com o advogado Elias Mattar Assad, que representa a família Brittes, a defesa irá pedir que Edison Brittes Junior responda pelo crime em liberdade.
“Existem muitos questionamentos envolvendo essa causa e a defesa anterior interpôs uma série de recursos e esses recursos alguns ainda continuam pendentes e deverão ser resolvidos pela Justiça. Mas nós entendemos que essa culpa pela demora não recai na pessoa do acusado e por isso nós vamos postular que ele responda com alguma cautelar menos gravosa: prisão domiciliar, tornozeleira. Enfim, é um trabalho que a defesa está com ele em perspectiva”, informou Elias Mattar Assad.
O assistente de acusação, doutor Nilton Ribeiro, diz que a família espera que o julgamento seja marcado logo.
“São cinco anos de sofrimento da família de Daniel. Sofrimento da mãe, principalmente, e toda a família que aguarda ansiosamente o julgamento deste criminoso e co-réus. A demora neste processo se deve primeiro a quantidade de réus envolvidos neste caso e os recursos manejados pela defesa para impedir o julgamento. Agora, o Supremo Tribunal julgou os últimos recursos que estavam pendentes e muito em breve teremos um julgamento no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais. Provavelmente esse julgamento seja realizado no primeiro semestre de 2024, onde esperamos que a condenação de Edison Brittes e co-réus seja exemplar devido a crueldade e a brutalidade empregadas contra a vítima Daniel”, considerou.
O crime
Daniel, de 24 anos, era convidado da festa de aniversário de Allana Brittes em uma casa noturna, em Curitiba. Depois da balada, ele e outras dez pessoas esticaram a comemoração na casa da Família Brittes, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a investigação, o conflito entre Daniel e Edison Brittes (pai da aniversariante) foi motivado por fotos e áudios enviados pelo jogador em um grupo de amigos no WhatsApp. Nas mensagens, o atleta se vangloriava por estar na cama ao lado de Cristiana Brittes, esposa de Edison.
Daniel foi espancado na casa e depois levado no porta-malas de um carro até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais. Onde apanhou mais, foi degolado e teve o pênis decepado. O corpo foi encontrado por um morador na manhã de 27 de outubro de 2018.
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