Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

A pequena Ana Beatriz da Cruz, de seis meses, que morreu por parada cardiorrespiratória após mamar dentro de um carro no pátio de uma empresa no bairro Alto da XV, em Curitiba, na tarde de ontem (1), foi vítima de uma fatalidade. Pelo menos é o que aponta a investigação por parte da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Nesta sexta-feira (2), o delegado Jaime da Luz, da DHPP, afirmou à Banda B que a tragédia podia ter acontecido até mesmo na casa da família.

Segundo o delegado, o pai da menina, um homem de 34 anos, é porteiro e trabalha na Rua Reinaldino S. de Quadros. Como ontem era o primeiro dia do ano, a companheira dele, uma garota de 15, e sua filha, foram acompanhá-lo no trabalho e o aguardavam dentro do carro, um Gol. A mãe deu mama para a criança e saiu do carro para jogar a fralda usada no banheiro e buscar lenço úmido para limpar a menina. Foi nesse momento quie a tragédia aconteceu.

“São casos diferentes aos que aconteceram no fim do ano, de crianças deixadas horas em carros que acabaram morrendo. Preliminarmente foi uma parada cardiorrespiratória após a mãe se distanciar por cerca de cinco minutos. A criança estava roxa e o pessoal do Samu não conseguiu recuperá lá”, descreveu o delegado, confirmando que enquanto a mãe estava no carro o pai permaneceu na portaria trabalhando.

“A mãe estava consciente e perdeu a criança de vista por no máximo cinco minutos. Poderia ter acontecido do berço, na casa da família e em outro lugar qualquer. Vamos esperar apenas os resultados do exame do Instituto Médico Legal (IML) para concluir o inquérito do caso”, finalizou da Luz.

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