Uma moradora de rua, de aproximadamente de 32 anos, foi encontrada morta em um terreno baldio, na manhã desta quinta-feira (11), no Parolin, em Curitiba. O corpo estava enrolado em uma coberta, em frente a um condomínio que fica na Avenida da República. Segundo testemunhas, a mulher pode ter morrido devido a problemas de saúde, já que não tinha ferimentos aparentes.

 

Foto: Djalma Malaquias/Banda B

 

Testemunhas informaram que a mulher teria morrido por consequência de problemas de saúde. A ausência de ferimentos pelo corpo evidenciou essa hipótese. Mas, nada será descartado pela Polícia Civil.

Outra versão apontada no local é que a vítima teria sido arrastada até o terreno baldio por um carrinho de mão. “Não tenho certeza, mas talvez tenham arrastado o corpo até ali. Não sei nem quem é a pessoa”,  contou o morador do condomínio em frente ao terreno baldio, que não quis se identificar.

O morador também contou que usuários de drogas costumam ir ao terreno diariamente. “Todo dias eles vão no terreno usar drogas, mas agora estão querendo alugar ali e esperamos que isso acabe”, disse.

Segundo a agente comunitária de saúde, Marli Pagliari, os moradores em situação de rua têm acesso a tratamentos de saúde, mas muitos acabam recusando o serviço. “Talvez eu conheça ela, mas agora não consigo identificar. Conhecemos todos eles. Nós oferecemos tratamento de saúde, a unidade de saúde oferece. Eles tem essa escolha, mas se recusam. O vício fala mais alto”, explicou à Banda B.

A vítima não foi identificada até o fechamento dessa matéria. O corpo dela será recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e exames complementares deverão indicar a causa da morte. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o crime.

Viver nas ruas

“A mulher pensou que era eu que estava na coberta. Ela estava chorando na esquina, perguntei o que era, ela me disse que tinha uma pessoa morta no terreno e pensou que era eu que estava naquela coberta”, disse uma moradora de rua que estava próximo ao local que o corpo foi encontrado.

A mulher, de 40 anos, que não será identificada, disse que já é usuária de drogas há 23 anos. “Minha família não tem nada a ver com isso. Eles querem me internar. Mas eu estou assim por que eu quero. Eu peço dinheiro nos sinaleiros”

Marli Pagliari contou à Banda B que é comum ver casos assim e que os os agentes comunitários fazem o que podem. “Vemos muitos casos assim, a gente se emociona realmente. A gente faz o que pode por eles. Damos assistência e quando eles pedem ajudam, são acolhidos. Mas eles acabam voltando para essa vida”, lamentou.