Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

escolaPais disseram que não reclamam de escola, mas querem que tudo seja esclarecido. Foto: Banda B

Nenhuma família fez denúncia da Escola de Educação Infantil Happy Day, no bairro Uberaba, em Curitiba, à Polícia Civil (PC). Mesmo assim, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) decidiu que vai instaurar inquérito para investigar o flagra que aconteceu no último dia 23. Funcionários da Vigilância Sanitária filmaram uma garota amarrando crianças nas cadeiras com fraldas e panos de boca. A notícia foi dada em primeira mão pela Banda B e ganhou repercussão em toda a imprensa da capital. A escola reconheceu o erro, alegou que a cuidadora que estava momentaneamente na sala não era profissional e rebateu acreditando que nada foi feito por maldade.

Os pais das crianças serão ouvidos, assim como os responsáveis pela escola, o Conselho Tutelar e até mesmo os funcionários da Vigilância que fizeram o flagrante. “Mesmo não tendo denúncia dos pais, vamos investigar porque houve o flagrante dos funcionários. Ainda, diante de algumas informações, veremos se será necessário ouvir as crianças”, explica a delegada do Nucria, Sabrina Alexandrino, em entrevista à Banda B

O inquérito tem até 30 dias para ser encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR). “Temos muitas pessoas para ouvir, é provável que esse prazo seja prorrogado e se estenda para mais 30 dias”, finaliza a delegada.

Caso

Um dia após o flagrante, uma professora da Happy Day confirmou à Banda B que houve erro de comportamento por parte de uma funcionária, mas que nada foi feito por maldade. “Infelizmente, aconteceu um imprevisto. Faltaram alguns professores e uma pessoa que não é profissional da área ficou preocupada com a segurança das crianças. Elas estavam sentadas em cadeirinhas de plástico e para que não caíssem para frente essa pessoa passou a fralda por trás das cadeirinhas, como um cinto de segurança, até que a professora chegasse”, contou Márcia, que optou em não divulgar o nome completo.

Os pais que conversaram com a Banda B disseram que não têm reclamações da escola, mas querem ouvir o Conselho Tutelar e todas as pessoas envolvidas. No entanto, nenhum afirmou que entraria com uma ação contra a escola.