Ana Valentina, de apenas 3 anos, recebeu alta hospitalar após quase dois meses internada. A menina foi baleada na cabeça durante um atentado contra o carro da família, em janeiro, em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A recuperação é considerada surpreendente. Ana já caminha sozinha, voltou a conversar e segue agora em tratamento em casa, onde deve continuar o processo de reabilitação. A família define a melhora como um “milagre”. As informações são da Ric RECORD.
Como aconteceu o atentado
O ataque ocorreu no dia 12 de janeiro, quando a família se deslocava de carro. Segundo o pai da menina, que seria o alvo dos disparos, outro veículo emparelhou na via, encostou ao lado e mandou parar. Foi um homem que abaixou o vidro do carro, o xingou e efetuou os disparos, segundo os relatos.
Um dos tiros atingiu Ana Valentina na cabeça. O projétil entrou pela orelha e saiu pelo nariz. A criança foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
Oito dias após o ataque, a menina abriu os olhos pela primeira vez desde que havia sido baleada.
Internação, infecção e nova cirurgia
Durante o período de internação, Ana enfrentou complicações. Além do trauma causado pelo disparo, ela desenvolveu uma infecção grave e precisou passar por uma nova cirurgia. Em entrevista ao repórter João Gimenes, da Ric RECORD, a mãe da menina, Pamela Regina, contou como foi esse processo.
“Ela começou a ter bastante febre, quase 40 graus. Descobriram que estava com pus no cérebro. Fizeram outra cirurgia por cima da primeira”
contou a mãe.
Segundo ela, o quadro chegou a ser considerado crítico. “Ela estava sem reação nenhuma, desacordada. Achei que não ia sobreviver”, desabafou.
A menina ainda deverá passar por outro procedimento cirúrgico para a colocação de implante ósseo na região afetada.
Investigação tem versões divergentes
Uma mulher foi presa e confessou participação no crime. De acordo com a Polícia Civil, ela afirmou que o atentado teria sido uma vingança pela morte do avô, que supostamente teria sido vítima de espancamento.
O delegado responsável pelo caso, Bradock, informou que a confissão foi detalhada.
No entanto, o pai da criança e outros familiares contestam essa versão. Eles afirmam que um homem teria sido o autor dos disparos e apontam divergências na investigação.
O pai da menina, Adeixon de Almeida, está preso sob suspeita de envolvimento na morte do avô da mulher que confessou o crime. A defesa dele sustenta que ele é inocente.
Além disso, o Ministério Público solicitou a reconstituição da cena do crime, mas o pedido foi negado pela defesa da suspeita. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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